19/01/2007
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13h19
da Folha Online, no Rio
O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou, durante o encerramento da Cúpula do Mercosul, que não é mais possível "subvencionar o gás para o Brasil".
Em discurso, Morales afirmou que as desigualdades jamais vão acabar e que eles querem apenas o preço justo.
"O companheiro Lula fala de solidariedade, mas ao mesmo tempo a Bolívia vende gás subvencionado para Cuiabá por US$ 1,9 [milhão de BTU]", disse.
Ele acrescentou que, para Argentina, o insumo é vendido a US$ 5.
Ontem, Lula afirmou que a verdadeira integração entre os países do Mercosul passava pelo "despojamento" dos países membros, principalmente dos maiores.
"Integração significa, sobretudo, compreensão da diversidade; integração significa, sobretudo, despojamento, ou seja, eu não quero tudo para mim, eu quero para mim apenas aquilo que eu preciso. Uma outra parte daquilo que eu quero tem que ir para outro", disse ele.
Preço real
Mais cedo, Morales disse que o país busca os preços reais para o gás natural fornecido ao Brasil por seu país. "Pedimos um preço real, não um preço solidário", afirmou.
Ele disse esperar "boa vontade" do governo brasileiro e da Petrobras nas negociações, que ocorrem hoje.
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Morales alfineta Lula e diz que não quer mais subvencionar gás para Brasil
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CLARICE SPITZda Folha Online, no Rio
O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou, durante o encerramento da Cúpula do Mercosul, que não é mais possível "subvencionar o gás para o Brasil".
Em discurso, Morales afirmou que as desigualdades jamais vão acabar e que eles querem apenas o preço justo.
"O companheiro Lula fala de solidariedade, mas ao mesmo tempo a Bolívia vende gás subvencionado para Cuiabá por US$ 1,9 [milhão de BTU]", disse.
Ele acrescentou que, para Argentina, o insumo é vendido a US$ 5.
Ontem, Lula afirmou que a verdadeira integração entre os países do Mercosul passava pelo "despojamento" dos países membros, principalmente dos maiores.
"Integração significa, sobretudo, compreensão da diversidade; integração significa, sobretudo, despojamento, ou seja, eu não quero tudo para mim, eu quero para mim apenas aquilo que eu preciso. Uma outra parte daquilo que eu quero tem que ir para outro", disse ele.
Preço real
Mais cedo, Morales disse que o país busca os preços reais para o gás natural fornecido ao Brasil por seu país. "Pedimos um preço real, não um preço solidário", afirmou.
Ele disse esperar "boa vontade" do governo brasileiro e da Petrobras nas negociações, que ocorrem hoje.
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