27/03/2006
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09h27
da Folha de S.Paulo, no Rio
Um ato ecumênico e uma caminhada pela paz lembraram ontem a maior chacina do Rio, quando 29 pessoas foram assassinadas em Nova Iguaçu e Queimados, na Baixada Fluminense, em 31 de março do ano passado.
Quase um ano depois, as famílias e amigos das vítimas ainda aguardam as providências da Justiça e do Estado. A matança por um grupo de extermínio formado por policiais militares ainda não foi a julgamento.
Além de 29 mortos, um homem ficou ferido. Cledivaldo Silva, 47, levou um tiro na perna direita e hoje só anda de muletas.
Sem indenização
As promessas das autoridades ficaram no papel. Indenizações prometidas pelo Estado ainda não foram pagas, apesar dos nomes dos beneficiados já terem sido publicados no "Diário Oficial" há pelo menos seis meses.
"[A chacina] não pode ser esquecida. Para mim, parece que foi ontem, a dor é a mesma, a revolta é a mesma. É muito triste, mas continuamos na luta", disse Creuza Regina Tavares, avó de Douglas Brasil, uma das 29 vítimas.
Douglas, que tinha 14 anos, foi um dos nove assassinados no bar Caíque, na rua Gama, em Nova Iguaçu. Ele jogava fliperama no momento da matança.
Cinco dos 11 PMs acusados de envolvimento na chacina irão a júri popular por 29 homicídios qualificados --por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas--, uma tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Outros dois responderão apenas por formação de quadrilha. Quatro PMs foram liberados por falta de provas.
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Quase 1 ano depois, maior chacina do Rio ainda permanece impune
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TALITA FIGUEIREDOda Folha de S.Paulo, no Rio
Um ato ecumênico e uma caminhada pela paz lembraram ontem a maior chacina do Rio, quando 29 pessoas foram assassinadas em Nova Iguaçu e Queimados, na Baixada Fluminense, em 31 de março do ano passado.
Quase um ano depois, as famílias e amigos das vítimas ainda aguardam as providências da Justiça e do Estado. A matança por um grupo de extermínio formado por policiais militares ainda não foi a julgamento.
Além de 29 mortos, um homem ficou ferido. Cledivaldo Silva, 47, levou um tiro na perna direita e hoje só anda de muletas.
Sem indenização
As promessas das autoridades ficaram no papel. Indenizações prometidas pelo Estado ainda não foram pagas, apesar dos nomes dos beneficiados já terem sido publicados no "Diário Oficial" há pelo menos seis meses.
"[A chacina] não pode ser esquecida. Para mim, parece que foi ontem, a dor é a mesma, a revolta é a mesma. É muito triste, mas continuamos na luta", disse Creuza Regina Tavares, avó de Douglas Brasil, uma das 29 vítimas.
Douglas, que tinha 14 anos, foi um dos nove assassinados no bar Caíque, na rua Gama, em Nova Iguaçu. Ele jogava fliperama no momento da matança.
Cinco dos 11 PMs acusados de envolvimento na chacina irão a júri popular por 29 homicídios qualificados --por motivo torpe e recurso que impossibilitou a defesa das vítimas--, uma tentativa de homicídio e formação de quadrilha. Outros dois responderão apenas por formação de quadrilha. Quatro PMs foram liberados por falta de provas.
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