18/05/2006
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13h55
da Folha Online em Brasília
A CPI do Tráfico de Armas enviou à Justiça de São Paulo pedido para ouvir o líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola.
A data do depoimento dependerá da avaliação do juiz, que não quis ter seu nome identificado. Marcola é apontado como o mandante da série de 251 ataques a forças de segurança e de 80 rebeliões de presos que atingiu diversos pontos do Estado de São Paulo desde sexta (12).
A CPI marcou para a próxima terça-feira (23) o depoimento dos supostos advogados do PCC (Primeiro Comando da Capital) Maria Cristina de Souza e Sérgio Wesley da Cunha. Os dois são suspeitos de repassar por meio de audioconferência aos presos o depoimento sigiloso prestado pelos delegados da Polícia Civil de São Paulo Godofredo Bittencourt e Rui Ferraz Fontes, do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado), à comissão.
Cunha nega que ele --ou seu cliente-- mantenham qualquer ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). O advogado é responsável pela defesa de Leandro Lima de Carvalho, preso no último dia 1º de maio e suspeito de envolvimento em uma tentativa de resgate de Marcola, denunciada por interceptações telefônicas.
Maria Cristina Rachado também disse que não teve acesso à fita com os depoimentos.
A íntegra do depoimento dos delegados --gravada em dois CDs-- foi vendida aos advogados por R$ 200 pelo ex-operador de áudio da Câmara Arthur Vinicius Silva. Os CDs foram entregues na quarta-feira passada (10) aos advogados e transmitidos no mesmo dia --por audioconferência-- a integrantes da cúpula do PCC.
A CPI marcou para a próxima quinta-feira (25) uma acareação entre Silva e os advogados.
Preocupação
Na quinta (11), Ferraz telefonou para o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e relatou que Marcola havia demonstrado conhecer o teor da audiência da CPI, o que gerou a investigação.
Em telefonema ao mesmo deputado, Bittencourt teria dito que as informações não foram a razão da onda de violência.
Na audiência, os delegados informaram, segundo a CPI, que transfeririam e isolariam um grupo de presos considerados de alta periculosidade --incluindo líderes da facção-- e que tinham conhecimento do plano dos criminosos de promover uma megarrebelião no domingo passado, Dia das Mães.
Colaborou FELIPE RECONDO, Folha Online em Brasília
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ANDREZA MATAISda Folha Online em Brasília
A CPI do Tráfico de Armas enviou à Justiça de São Paulo pedido para ouvir o líder do PCC (Primeiro Comando da Capital), Marcos Willians Herba Camacho, o Marcola.
A data do depoimento dependerá da avaliação do juiz, que não quis ter seu nome identificado. Marcola é apontado como o mandante da série de 251 ataques a forças de segurança e de 80 rebeliões de presos que atingiu diversos pontos do Estado de São Paulo desde sexta (12).
A CPI marcou para a próxima terça-feira (23) o depoimento dos supostos advogados do PCC (Primeiro Comando da Capital) Maria Cristina de Souza e Sérgio Wesley da Cunha. Os dois são suspeitos de repassar por meio de audioconferência aos presos o depoimento sigiloso prestado pelos delegados da Polícia Civil de São Paulo Godofredo Bittencourt e Rui Ferraz Fontes, do Deic (Departamento de Investigações sobre o Crime Organizado), à comissão.
Cunha nega que ele --ou seu cliente-- mantenham qualquer ligação com o PCC (Primeiro Comando da Capital). O advogado é responsável pela defesa de Leandro Lima de Carvalho, preso no último dia 1º de maio e suspeito de envolvimento em uma tentativa de resgate de Marcola, denunciada por interceptações telefônicas.
Maria Cristina Rachado também disse que não teve acesso à fita com os depoimentos.
A íntegra do depoimento dos delegados --gravada em dois CDs-- foi vendida aos advogados por R$ 200 pelo ex-operador de áudio da Câmara Arthur Vinicius Silva. Os CDs foram entregues na quarta-feira passada (10) aos advogados e transmitidos no mesmo dia --por audioconferência-- a integrantes da cúpula do PCC.
A CPI marcou para a próxima quinta-feira (25) uma acareação entre Silva e os advogados.
Preocupação
Na quinta (11), Ferraz telefonou para o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP) e relatou que Marcola havia demonstrado conhecer o teor da audiência da CPI, o que gerou a investigação.
Em telefonema ao mesmo deputado, Bittencourt teria dito que as informações não foram a razão da onda de violência.
Na audiência, os delegados informaram, segundo a CPI, que transfeririam e isolariam um grupo de presos considerados de alta periculosidade --incluindo líderes da facção-- e que tinham conhecimento do plano dos criminosos de promover uma megarrebelião no domingo passado, Dia das Mães.
Colaborou FELIPE RECONDO, Folha Online em Brasília
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