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01/03/2001 - 23h08

Terapia alternativa pode ajudar a melhorar sintomas de LER

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da Folha Online

Médicos afirmam que para obter resultados de melhora satisfatória de sintomas de LER/Dort (Lesões de Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) é necessário um acompanhamento multidisciplinar, com uso de técnicas alternativas, como a acupuntura e a hidroterapia, além da fisioterapia.

O assunto foi tratado durante o debate "A LER e a Globalização", promovido pela Folha de S. Paulo e pelo Instituto de Prevenção à LER/Dort nesta quinta-feira, dia 1º, em São Paulo. A discussão ocorreu em razão do Dia Internacional de Prevenção às LER/Dort, comemorado em 28 de fevereiro.

O RPG também é muito usado para amenizar os sintomas de LER.

De acordo com médicos e estudiosos do assunto, ainda falta cobertura dos planos de saúde para tratamentos específicos contra as LER/Dort. Isso é considerado um dos problemas contra o combate à doença. Os planos de saúde não cobrem os chamados tratamentos alternativos.

Segundo o médico Osmar Oliveira, ortopedista especializado em mãos e perito do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), muitos planos oferecem apenas sete sessões de fisioterapia por ano, quantia irrisória para o tratamento da doença.

Diagnóstico falho

Doenças relacionadas à LER também têm difícil diagnóstico, revelou o debate. Isso pode causar incapacidade permanente dos membros atingidos pelas doenças.

"Todos os casos são diferentes. Até hoje não encontrei um doente que tenha apresentado um problema igual ao de outro", disse o médico.

Segundo Oliveira, em muitos casos o paciente tem alguma das doenças classificadas como LER/Dort, mas exames como o ultrassom e a ressonância magnética, por mais avançados que sejam, não mostram o problema. "Às vezes, os exames dão negativo e o quadro de LER do paciente é gravíssimo", afirmou.

Mulheres

Segundo o médico, os casos de LER/Dort cresceram ao mesmo tempo em que aumentou a participação das mulheres no mercado de trabalho. A afirmação causou polêmica no debate, que aconteceu no auditório da Folha.

De acordo com ele, o fato de a mulher ter 33% menos força muscular (estrutura óssea, composição muscular e número de fibras nos tendões) do que o homem, de ser mais responsável e por enfrentar "dupla jornada" -trabalhando fora e desenvolvendo atividades dentro do lar- fez os casos crescerem, pois as mulheres seriam mais "suscetíveis".

Estatísticas

A jornalista Maria José O'Neill, presidente do Instituto de Prevenção às LER/Dort, lembrou que, segundo OMS (Organização Mundial da Saúde), a cada cem trabalhadores, um apresenta sintomas de LER.

Também participou do evento Lírio Cipriani, diretor de Recursos Humanos e Assuntos Corporativos da Avon Cosméticos, empresa que implantou um programa de prevenção às LER/Dort. O debate foi mediado pela jornalista Bell Kranz, editora do caderno "Folha Equilíbrio".

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