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Cotidiano
10/08/2000 - 08h43

Estudo mostra presença de algas tóxicas na Guarapiranga

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do Agora São Paulo

A Sabesp nega que as algas prejudiquem a qualidade da água distribuída à população. Porém, quem entrar em contato com a água sem tratamento pode pegar micoses.

Análise do Instituto de Botânica da Secretaria Estadual do Meio Ambiente detectou a existência de três tipos de algas tóxicas nas represas Guarapiranga e Billings.

Segundo o estudo, a presença dessas algas não é novidade. A preocupação de especialistas é com o crescimento exagerado desses organismos, principalmente em sistemas voltados para o abastecimento _o caso da Guarapiranga. O descontrole na quantidade das algas pode contaminar a água.

A ambientalista Marussia Whitaker, do Instituto Sócioambiental, afirma que a situação atual da Guarapiranga é propícia à reprodução dos organismos, que se alimentam, basicamente, de material orgânico presente no esgoto.

"O nível da água está abaixo do normal, mas a quantidade de esgoto na represa é a mesma. Isso significa que as algas têm mais comida", diz Marussia. Com mais comida, as algas se reproduzem com mais facilidade.

A Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) divulga que não haverá prejuízo à qualidade da água. Segundo a empresa, tratamentos específicos são feitos para garantir a potabilidade da água.

Outra preocupação de ambientalistas é com relação ao bombeamento de água do braço Taquacetuba, da Billings, para a represa Guarapiranga, previsto para começar até o final do mês.

Marussia comenta que a transferência de água pode levar para a represa algas altamente tóxicas, existentes apenas na Billings. "Se a Sabesp puxar 4.000 litros de água por segundo do Taquacetuba, a possibilidade de retirar água do corpo central da Billings, imprópria para o abastecimento, é muito alta."

A Sabesp, no entanto, garante que há compatibilidade da água do Taquacetuba e da Guarapiranga. Por enquanto, a empresa tem apenas autorização só para retirar 2.000 litros de água por segundo da Billings. Segundo a Sabesp, essa quantidade é insuficiente para se manter o esquema atual de rodízio. (Silvia Amorim)

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