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04/08/2003 - 22h45

Primeiro aterro sanitário da Paraíba entra em operação amanhã

EDUARDO DE OLIVEIRA
da Agência Folha

A Prefeitura de João Pessoa coloca amanhã em operação o primeiro aterro sanitário da Paraíba, que irá substituir o lixão que há mais de quatro décadas recebe o lixo da cidade. A área do lixão está sendo transformada num parque, com árvores "transplantadas" do terreno que passou a abrigar o aterro.

"Finalmente vamos acabar com o Lixão do Roger e transformá-lo numa área de lazer", disse o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (PSDB), que amanhã completa 45 anos, mesma data em que a cidade que administra também faz aniversário: 418 anos.

Com 45 anos de existência, o Lixão do Roger --que fica nas imediações do centro de João Pessoa-- está saturado e representa risco de contaminação do rio Sanhauá, principalmente pela infiltração do chorume --líquido tóxico proveniente da decomposição do lixo. Recebe cerca de 780 toneladas diárias de todo tipo de lixo.

Seu terreno vem sendo tratado por meio do aterro do lixo, remediação do solo e drenagem e recolhimento do chorume. Cinco dos 17 hectares estão sendo transformados num parque, com o plantio de mudas de cajueiros, amoreiras e sucupiras, entre outras.

A área também terá 1.500 árvores adultas que foram "transplantadas" do local onde será instalado o aterro sanitário. Tarefa que está a cargo da Prefeitura de João Pessoa, que já desenvolve experiência semelhante com coqueiros ao longo da orla da cidade.

Aterro

Com a desativação do lixão, a primeira célula do aterro sanitário será posta em funcionamento hoje. A sua instalação vem sendo tocada pelo Condiam (Consórcio de Desenvolvimento Intermunicipal da Área Metropolitana de João Pessoa). O terreno fica numa área da zona rural da capital.

O consórcio é formado pelas administrações de João Pessoa, Bayeux, Cabedelo, Conde, Pitimbu e Santa Rita, municípios a serem atendidos pelo aterro.

Para financiar o funcionamento, o pool de prefeituras discute a implantação de uma "taxa do lixo", que hoje já é cobrada em João Pessoa.

O projeto do aterro prevê a construção de 29 células para receber resíduos sólidos domiciliares, de uma estação para tratamento do chorume, de unidades de triagem e de compostagem e a instalação de um incinerador para lixo industrial e hospitalar.

Depois de totalmente instalado, o aterro terá capacidade para tratar e destinar adequadamente 1.172 toneladas de lixo por dia durante 21 anos. A sua administração ficará a cargo do Condiam.

O custo total da sua infra-estrutura é estimado em R$ 30 milhões, que serão divididos entre municípios, Ministério do Meio Ambiente e organismos de financiamento.

"O aterro tem uma concepção moderna, tanto no que diz respeito à otimização do espaço como no tratamento do chorume", declarou o coordenador do Grupo de Resíduos Sólidos da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), José Fernando Thomé Jucá, um dos envolvidos no projeto.
 

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