Entenda o caso de corrupção de menores em Porto Ferreira
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da Folha Onlineda Folha de S.Paulo, em Campinas
Doze pessoas, entre elas vereadores e empresários, são acusados de corrupção de menores em Porto Ferreira (228 km de SP). Eles pagariam de R$ 30 a R$ 50 para adolescentes manterem relações ou participarem de jogos sexuais.
Os acusados tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça. Dois estão foragidos. A CMPI (Comissão Mista Parlamentar de Inquérito) da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, do Congresso, está na cidade para apurar as denúncias.
Saiba mais sobre o caso:
- No início do mês de agosto, o pai de uma das adolescentes encontrou no quarto da filha fotos com garotas nuas e seminuas. O caso foi denunciado à Polícia Civil.
- Após três semanas de investigações, a polícia apurou que 12 adolescentes com idades entre 13 e 16 anos recebiam de R$ 30 a R$ 50 para manter relações ou participar de jogos sexuais com os acusados.
- As festas aconteciam há mais de dois anos, sempre às segundas-feiras (no mesmo dia das sessões da Câmara), em chácaras e ranchos às margens do rio Mogi-Guaçu.
- A juíza da 1ª Vara de Porto Ferreira, Sueli Juarez Alonso, decretou a prisão preventiva de 12 acusados. Além deles, o Ministério Público Estadual denunciou outras cinco pessoas.
- O presidente licenciado da Câmara de Porto Ferreira, Luís César Lanzoni (PTB), os vereadores Laércio Storti (PSDB), João Lázaro (PSDB), Luiz Borceda (PSDB), Gerson Pelegrini (PV) e Edivaldo Biffi (PL), o suplente de vereador Valter de Oliveira Mafra (PTB), os comerciantes João Pelegrini e Nelson da Silva, o empresário Carlos Alberto Rossi e o servidor municipal Paulo César da Silva, estão presos.
- O empresário José Carlos Terassi continua foragido.

