03/04/2004
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13h59
O 5º Distrito Naval cessou a busca a pescadores que desapareceram depois da passagem do ciclone Catarina pelo litoral sul do país na semana passada.
Em nota oficial, o 5º Distrito informa que as buscas foram encerradas por falta de pistas no mar sobre o paradeiro dos desaparecidos --ao menos sete pessoas.
"Tendo em vista o tempo decorrido desde o início das buscas e a ausência de novos indícios, o Salvamar Sul encerrou as operações de busca a partir de 18h do dia 2 de abril de 2004", diz a nota.
O ciclone Catarina provocou o naufrágio de dois barcos, o Válio 2 e o Antônio Venâncio.
Três pescadores do Válio 2 foram resgatados com vida: os irmãos Ricardo e Luciano da Silva e Amílton Antônio da Rosa.
Outras duas pessoas foram encontrados mortas: o pescador Márcio Corrêa da Silva e Sílvio Henrique da Silva Júnior, morto durante o ciclone.
Nenhum dos sete pescadores do baco Antônio Venâncio foi localizado, e equipes de resgate acreditam que o barco afundou sem que nenhum tripulante pudesse saltar ao mar antes do naufrágio.
Nesta sexta-feira, as equipes conseguiram desvirar o Válio 2, que voltou a flutuar. Ele seria rebocado para o continente, para perícia.
As equipes trabalharam com o auxílio de um navio, um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) e helicópteros, tanto da Marinha como da Polícia Militar.
Prejuízos
Segundo o último levantamento realizado pela Defesa Civil, o número de municípios afetados pelo ciclone Catarina subiu para 22. O número de desabrigados e desalojados passa de 23 mil.
Pelo menos 305 pessoas ficaram feridas e 955 casas foram destruídas. O maior número de vítimas está localizado em Maracajá, onde há 800 desabrigados e 73 feridos. A maioria dos imóveis destruídos foi registrada em Balneário Gaivota: 320.
Segundo o governo do Estado, quatro cidades ainda estavam sem fornecimento de energia nesta sexta --Passo de Torres, Praia Grande, Santa Rosa do Sul e São João do Sul. Além delas, o sistema funcionava parcialmente outros dez municípios.
No RS, ao menos 1.800 casas foram danificadas --sendo 1.500 somente em Torres, segundo estimativas da Defesa Civil.
Vários municípios foram afetados com a falta de energia. Os sistemas de abastecimento de água e de telefonia também sofreram danos.
Dinheiro
Os ministros das Cidades, Olívio Dutra, e da Integração Nacional, Ciro Gomes, anunciaram, na tarde desta sexta-feira, a liberação de R$ 4 milhões para a reconstrução de casas nas regiões atingidas pelo ciclone Catarina.
Ciro informou que o processo de liberação dos recursos será igual ao adotado para atender os municípios atingidos por enchentes. As prefeituras terão que comprovar o estado de calamidade pública e apresentar um levantamento dos danos.
Os ministros anunciaram também que os moradores das áreas afetadas poderão usar o FGTS na reconstrução das moradias.
Especial
Saiba mais sobre o ciclone Catarina
Marinha encerra busca de pescadores desaparecidos no litoral Sul
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da Folha OnlineO 5º Distrito Naval cessou a busca a pescadores que desapareceram depois da passagem do ciclone Catarina pelo litoral sul do país na semana passada.
Em nota oficial, o 5º Distrito informa que as buscas foram encerradas por falta de pistas no mar sobre o paradeiro dos desaparecidos --ao menos sete pessoas.
"Tendo em vista o tempo decorrido desde o início das buscas e a ausência de novos indícios, o Salvamar Sul encerrou as operações de busca a partir de 18h do dia 2 de abril de 2004", diz a nota.
O ciclone Catarina provocou o naufrágio de dois barcos, o Válio 2 e o Antônio Venâncio.
Três pescadores do Válio 2 foram resgatados com vida: os irmãos Ricardo e Luciano da Silva e Amílton Antônio da Rosa.
Outras duas pessoas foram encontrados mortas: o pescador Márcio Corrêa da Silva e Sílvio Henrique da Silva Júnior, morto durante o ciclone.
Nenhum dos sete pescadores do baco Antônio Venâncio foi localizado, e equipes de resgate acreditam que o barco afundou sem que nenhum tripulante pudesse saltar ao mar antes do naufrágio.
Nesta sexta-feira, as equipes conseguiram desvirar o Válio 2, que voltou a flutuar. Ele seria rebocado para o continente, para perícia.
As equipes trabalharam com o auxílio de um navio, um avião da FAB (Força Aérea Brasileira) e helicópteros, tanto da Marinha como da Polícia Militar.
| Divulgação |
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| Ciclone Catarina, fotografado por astronautas no sábado |
Segundo o último levantamento realizado pela Defesa Civil, o número de municípios afetados pelo ciclone Catarina subiu para 22. O número de desabrigados e desalojados passa de 23 mil.
Pelo menos 305 pessoas ficaram feridas e 955 casas foram destruídas. O maior número de vítimas está localizado em Maracajá, onde há 800 desabrigados e 73 feridos. A maioria dos imóveis destruídos foi registrada em Balneário Gaivota: 320.
Segundo o governo do Estado, quatro cidades ainda estavam sem fornecimento de energia nesta sexta --Passo de Torres, Praia Grande, Santa Rosa do Sul e São João do Sul. Além delas, o sistema funcionava parcialmente outros dez municípios.
No RS, ao menos 1.800 casas foram danificadas --sendo 1.500 somente em Torres, segundo estimativas da Defesa Civil.
Vários municípios foram afetados com a falta de energia. Os sistemas de abastecimento de água e de telefonia também sofreram danos.
Dinheiro
Os ministros das Cidades, Olívio Dutra, e da Integração Nacional, Ciro Gomes, anunciaram, na tarde desta sexta-feira, a liberação de R$ 4 milhões para a reconstrução de casas nas regiões atingidas pelo ciclone Catarina.
Ciro informou que o processo de liberação dos recursos será igual ao adotado para atender os municípios atingidos por enchentes. As prefeituras terão que comprovar o estado de calamidade pública e apresentar um levantamento dos danos.
Os ministros anunciaram também que os moradores das áreas afetadas poderão usar o FGTS na reconstrução das moradias.
Especial


