17/06/2004
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18h06
O juiz Antonio Álvaro Castelo, da 2ª Vara Criminal da Justiça do Fórum do Jabaquara (zona sul de São Paulo), concedeu mais 30 dias para a polícia de São Paulo concluir o inquérito que apura as mortes de 73 animais no zoológico. A prorrogação do prazo havia sido pedida pela Polícia Civil.
No entanto, segundo o TJ (Tribunal de Justiça), o juiz indeferiu o pedido de quebra dos sigilos bancário e telefônico de dez pessoas suspeitas de envolvimento no caso.
As mortes ocorreram entre janeiro e março deste ano. Segundo a perícia, os animais foram envenenados por fluoracetato de sódio, substância proibida no país. Os animais teriam sido envenenados por "vingança" contra a direção do zôo, que teria descoberto atos ilícitos de funcionários.
O envolvimento de funcionários com o tráfico de animais também é investigado. O inquérito que apura o caso, instaurado no início de fevereiro, já tem mais de mil páginas.
Laudo
O resultado das análises feitas pelo Instituto de Criminalística de São Paulo não constatam nem descartam a presença de fluoracetato de sódio em restos de comida e de iscas de desratização retirados das jaulas de alguns animais mortos no zôo.
Na prática, o resultado das análises significa que a principal prova técnica do caso não afasta com 100% de certeza a hipótese de a contaminação dos animais ter se dado --intencionalmente ou não-- pelas iscas usadas para matar ratos. Também não comprova que o envenenamento ocorreu pela alimentação diária dos bichos, como acredita a polícia e sugerem outros indícios coletados pela investigação.
O delegado Clóvis Ferreira de Araújo, chefe da inteligência da Polícia Civil na capital e presidente do inquérito que apura as mortes, admite que o resultado deixa uma brecha na investigação.
Com Folha de S.Paulo
Especial
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Justiça concede novo prazo para polícia apurar mortes no zôo
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da Folha OnlineO juiz Antonio Álvaro Castelo, da 2ª Vara Criminal da Justiça do Fórum do Jabaquara (zona sul de São Paulo), concedeu mais 30 dias para a polícia de São Paulo concluir o inquérito que apura as mortes de 73 animais no zoológico. A prorrogação do prazo havia sido pedida pela Polícia Civil.
No entanto, segundo o TJ (Tribunal de Justiça), o juiz indeferiu o pedido de quebra dos sigilos bancário e telefônico de dez pessoas suspeitas de envolvimento no caso.
As mortes ocorreram entre janeiro e março deste ano. Segundo a perícia, os animais foram envenenados por fluoracetato de sódio, substância proibida no país. Os animais teriam sido envenenados por "vingança" contra a direção do zôo, que teria descoberto atos ilícitos de funcionários.
O envolvimento de funcionários com o tráfico de animais também é investigado. O inquérito que apura o caso, instaurado no início de fevereiro, já tem mais de mil páginas.
Laudo
O resultado das análises feitas pelo Instituto de Criminalística de São Paulo não constatam nem descartam a presença de fluoracetato de sódio em restos de comida e de iscas de desratização retirados das jaulas de alguns animais mortos no zôo.
Na prática, o resultado das análises significa que a principal prova técnica do caso não afasta com 100% de certeza a hipótese de a contaminação dos animais ter se dado --intencionalmente ou não-- pelas iscas usadas para matar ratos. Também não comprova que o envenenamento ocorreu pela alimentação diária dos bichos, como acredita a polícia e sugerem outros indícios coletados pela investigação.
O delegado Clóvis Ferreira de Araújo, chefe da inteligência da Polícia Civil na capital e presidente do inquérito que apura as mortes, admite que o resultado deixa uma brecha na investigação.
Com Folha de S.Paulo
Especial

