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19/06/2004 - 09h49

Contrabandista Lobão é condenado a 22 anos de prisão

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da Folha Online

Apontado como um dos maiores contrabandistas de cigarros de país, Roberto Eleutério da Silva, o Lobão, foi condenado pela 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo a 22 anos e quatro meses de reclusão pelos crimes de contrabando, formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, falsificação de selo de IPI (Imposto de Produtos Industrializados), falsidade ideológica e evasão de divisas.

O juiz federal Fausto de Sanctis também condenou na quinta-feira (17) o filho e a mulher do acusado, Tomy Dias Eleutério da Silva e Tânia dos Santos, pelos mesmos crimes, num total de 19 anos e seis meses de reclusão, e mais cinco pessoas, com penas que variaram de 14 a 4 anos de detenção.

Lobão cumpre pena no presídio Adriano Marrey, em Guarulhos. Preso preventivamente com mais outros quatro réus do processo desde setembro passado, Lobão foi transferido da custódia da Polícia Federal para o presídio estadual.

Investigação

As atividades da quadrilha de Lobão eram investigadas desde 2001 pelo Ministério Público Federal (MPF) em São Paulo.

Entre 2002 e 2003, interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça Federal de Brasília e realizadas pela Coordenação Geral de Operações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), durante investigações para apurar o envolvimento de policiais na facilitação de contrabando e adulteração de combustíveis, resultaram na obtenção de provas sobre o envolvimento de Lobão com contrabando.

Em julho de 2003, as apurações da PRF foram enviadas ao MPF em virtude das atividades do acusado já serem investigadas em São Paulo. O trabalho investigativo culminou na prisão de Lobão em setembro de 2003.

Segundo o procurador da República Silvio Luís Martins de Oliveira, autor da denúncia, a sentença "representa uma resposta à sociedade diante da impunidade no país".

Também envolvido no mesmo esquema, o ex-presidenciável e empresário paraguaio, Julio Osvaldo Dominguez Dibb, será processado pela Justiça paraguaia. As peças do inquérito que demonstram seu envolvimento foram remetidas ao Paraguai por via diplomática.
 

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