19/04/2006
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19h39
O corte de 0,75 ponto percentual na Selic, de 16,5% para 15,75% ao ano, anunciado nesta noite pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, não causou surpresa aos representantes do setor comercial do país.
"A decisão do Copom de reduzir em 0,75% a taxa Selic era esperada pelo mercado, embora os indicadores de inflação e do nível de atividades permitissem uma queda mais acentuada", diz em nota o presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Guilherme Afif Domingos.
"Lamentamos que o resultado fiscal do governo, que deveria ser intensificado para reforçar a política monetária, vem sendo afrouxado, o que pode impedir uma desaceleração mais rápida dos juros", afirma.
Na avaliação de Domingos, o importante agora é que a ata da reunião transmita a continuidade da redução dos juros nos próximos meses, pois as "taxas praticadas no Brasil ainda continuam sendo as maiores do mundo e um grande inibidor dos investimentos, da produção e do consumo".
Fecomércio-RJ
Para o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, o crescimento sem pressão sobre os preços, que faz a inflação convergir para a meta, forneceu o respaldo necessário para que o Copom cortasse a Selic em 0,75 ponto.
Ele considera, entretanto, que o governo deveria olhar mais para os gastos públicos. " Uma questão, porém, deveria estar na ordem do dia e tem ficado escondida pela sombra de um superávit primário ameaçado: os gastos públicos. Gastar menos e de forma mais eficiente é imprescindível para a queda dos juros e da carga tributária e para um crescimento sustentado da economia."
Fecomercio-SP
Já o presidente da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), Abram Szajman, considera positiva a redução de 0,75 ponto percentual da taxa Selic. Porém, afirma que o mais importante é a taxa básica chegar ao final do ano em um dígito, em termos reais.
"O Copom poderia ter optado por um ponto percentual já nesta reunião, mas mesmo o corte de 0,75 ponto percentual pode ser considerado adequado, desde que a trajetória de queda gradual seja mantida."
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da Folha OnlineO corte de 0,75 ponto percentual na Selic, de 16,5% para 15,75% ao ano, anunciado nesta noite pelo Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, não causou surpresa aos representantes do setor comercial do país.
"A decisão do Copom de reduzir em 0,75% a taxa Selic era esperada pelo mercado, embora os indicadores de inflação e do nível de atividades permitissem uma queda mais acentuada", diz em nota o presidente da ACSP (Associação Comercial de São Paulo) e da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), Guilherme Afif Domingos.
"Lamentamos que o resultado fiscal do governo, que deveria ser intensificado para reforçar a política monetária, vem sendo afrouxado, o que pode impedir uma desaceleração mais rápida dos juros", afirma.
Na avaliação de Domingos, o importante agora é que a ata da reunião transmita a continuidade da redução dos juros nos próximos meses, pois as "taxas praticadas no Brasil ainda continuam sendo as maiores do mundo e um grande inibidor dos investimentos, da produção e do consumo".
Fecomércio-RJ
Para o presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, o crescimento sem pressão sobre os preços, que faz a inflação convergir para a meta, forneceu o respaldo necessário para que o Copom cortasse a Selic em 0,75 ponto.
Ele considera, entretanto, que o governo deveria olhar mais para os gastos públicos. " Uma questão, porém, deveria estar na ordem do dia e tem ficado escondida pela sombra de um superávit primário ameaçado: os gastos públicos. Gastar menos e de forma mais eficiente é imprescindível para a queda dos juros e da carga tributária e para um crescimento sustentado da economia."
Fecomercio-SP
Já o presidente da Fecomercio-SP (Federação do Comércio do Estado de São Paulo), Abram Szajman, considera positiva a redução de 0,75 ponto percentual da taxa Selic. Porém, afirma que o mais importante é a taxa básica chegar ao final do ano em um dígito, em termos reais.
"O Copom poderia ter optado por um ponto percentual já nesta reunião, mas mesmo o corte de 0,75 ponto percentual pode ser considerado adequado, desde que a trajetória de queda gradual seja mantida."
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