19/06/2006
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20h53
da Folha Online, em Brasília e no Rio
A decisão do juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, de homologar a venda da Varig na noite desta segunda-feira ainda não tranqüiliza a Infraero, uma das principais credoras da empresa.
O presidente da Estatal, brigadeiro José Carlos Pereira, disse que foi surpreendido pela decisão do juiz, já que ainda há dúvidas sobre a existência de capital de giro para manter a empresa voando.
A decisão do juiz não deverá desmobilizar um gabinete da crise da Varig montado pela Casa Civil para enfrentar uma possível situação de colapso no setor. O grupo, que conta com a participação de representantes de várias áreas do governo e também dos credores estatais deverá se reunir nesta terça-feira a partir das 9h no Ministério da Defesa para avaliar a situação.
Na avaliação do brigadeiro, a homologação ainda não salva a empresa, pois não se sabe ainda de onde vem o caixa para manter as despesas operacionais da companhia.
A situação classificada como 'desesperadora' pelo presidente da Infraero, que era a garantia de fornecimento de combustível para a Varig apenas até a meia-noite desta segunda-feira, foi contornada parcialmente. A aérea conseguiu negociar mais 24 horas de prazo com a subsidiária da Petrobras, e garantiu mais um dia de combustível para manter suas aeronaves voando, segundo informou no Rio de Janeiro o coordenador do TGV, Márcio Marsillac.
'Estamos trabalhando com a hipótese complexa de paralisação das atividades', disse o presidente da Infraero, antes de ser informado sobre o novo acordo de abastecimento da companhia.
'A simples homologação não gera caixa. Tem que ter dinheiro para pagar.
O fato de homologar não significa que tem dinheiro em caixa', disse o presidente da estatal, que já denunciou a Varig ao Ministério Público por apropriação indébita. A companhia vem retendo as taxas de embarque pagas pelos passageiros, e que deveriam ser repassadas à Infraero.
Ele destacou, no entanto, que ao decidir homologar a venda da companhia o juiz deve ter "convicção de que a decisão é factível".
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Venda da Varig não tranqüiliza Infraero
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PATRÍCIA ZIMMERMANN e CLARICE SPITZda Folha Online, em Brasília e no Rio
A decisão do juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, de homologar a venda da Varig na noite desta segunda-feira ainda não tranqüiliza a Infraero, uma das principais credoras da empresa.
O presidente da Estatal, brigadeiro José Carlos Pereira, disse que foi surpreendido pela decisão do juiz, já que ainda há dúvidas sobre a existência de capital de giro para manter a empresa voando.
A decisão do juiz não deverá desmobilizar um gabinete da crise da Varig montado pela Casa Civil para enfrentar uma possível situação de colapso no setor. O grupo, que conta com a participação de representantes de várias áreas do governo e também dos credores estatais deverá se reunir nesta terça-feira a partir das 9h no Ministério da Defesa para avaliar a situação.
Na avaliação do brigadeiro, a homologação ainda não salva a empresa, pois não se sabe ainda de onde vem o caixa para manter as despesas operacionais da companhia.
A situação classificada como 'desesperadora' pelo presidente da Infraero, que era a garantia de fornecimento de combustível para a Varig apenas até a meia-noite desta segunda-feira, foi contornada parcialmente. A aérea conseguiu negociar mais 24 horas de prazo com a subsidiária da Petrobras, e garantiu mais um dia de combustível para manter suas aeronaves voando, segundo informou no Rio de Janeiro o coordenador do TGV, Márcio Marsillac.
'Estamos trabalhando com a hipótese complexa de paralisação das atividades', disse o presidente da Infraero, antes de ser informado sobre o novo acordo de abastecimento da companhia.
'A simples homologação não gera caixa. Tem que ter dinheiro para pagar.
O fato de homologar não significa que tem dinheiro em caixa', disse o presidente da estatal, que já denunciou a Varig ao Ministério Público por apropriação indébita. A companhia vem retendo as taxas de embarque pagas pelos passageiros, e que deveriam ser repassadas à Infraero.
Ele destacou, no entanto, que ao decidir homologar a venda da companhia o juiz deve ter "convicção de que a decisão é factível".
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