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03/02/2007 - 08h15

Venda de PCs encosta na de TVs já neste ano

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JOÃO SANDRINI
da Folha Online

Com o "boom" dos últimos anos, as vendas de PCs devem encostar nas de TVs já em 2007 e sinalizam que o computador pode se tornar o meio de comunicação de massa mais consumido do país até o final desta década.

A Eletros (Associação Nacional de Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos) estima em 11,7 milhões o número de televisores que serão vendidos neste ano. Se confirmado, seria o terceiro ano consecutivo de resultados recordes para esse segmento e representaria um crescimento de 11% em relação aos 10,5 milhões de aparelhos vendidos em 2006.

Já o total de computadores comercializados neste ano pode chegar a até 11 milhões, segundo estimativas preliminares da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica). Em 2006, as vendas de PCs foram de 8,3 milhões, uma alta de 46% sobre o ano anterior. Já em 2010 a consultoria IDC estima que os brasileiros vão comprar 15,2 milhões de computadores.

Apesar de ambos os setores estarem aquecidos e otimistas com 2007, consultores afirmam que as duas indústrias têm características bastante distintas.

Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2005, enquanto há PC em apenas 18,6% dos domicílios brasileiros, o percentual de residências com TV já alcança 91,4%.

Por esse motivo, o consumidor de TV costuma trocar o aparelho velho por um mais moderno enquanto 60% dos compradores residenciais de PC adquirem a sua primeira máquina. De acordo com a consultoria IT Data, 2,2 milhões de pessoas compraram o primeiro computador no ano passado.

"Nos Estados Unidos a taxa de residências com PC supera 60%. Temos um mercado potencial gigantesco no Brasil", disse diretor da IT Data, Ivair Rodrigues.

Reinaldo, Sakis, analista sênior da consultoria IDC, lembra que, além do mercado potencial, as vendas de PC devem ser favorecidas nos próximos anos pela menor vida útil dos computadores quando comparada ao tempo médio de dez anos para a troca de TVs.

"A maioria das máquinas compradas hoje em dia [com preço ao redor de R$ 1.000] é bastante simples. A aposta da indústria é que o consumidor voltará a comprar um novo PC em três ou quatro anos", afirmou.

Relatório do banco UBS aponta mais quatro fatores para que o mercado de PCs continue aquecido: 1) o fim da cobrança de PIS/Cofins para máquinas de até R$ 4 mil, que representam 90% das vendas; 2) a permanência do dólar em patamares baixos; 3) a continuidade da queda do juro ao consumidor; 4) o combate à pirataria aliado ao aumento da escala de produção das fabricantes.

O mercado de TVs, por sua vez, vive da modernização da frota. Para Anderson Kano, gerente de Planejamento Mercadológico da Gradiente, a indústria teve o resultado recorde do ano passado porque exatamente há dez anos, em 1996, também registrou o melhor desempenho da década passada --8,5 milhões de TVs comercializadas.

Ele explicou que os compradores aproveitaram para trocar seus aparelhos por modelos mais modernos. A parcela de TVs vendidas com tela plana cresceu de 23% em 2005 para 35% do total em 2006.
Já os aparelhos de 29 polegadas, que tinham uma fatia de mercado de 35% em 2005, passaram a representar 45% das vendas no ano passado e se consolidaram como o tamanho mais consumido no país.

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