Dinheiro
24/02/2008 - 07h49

Virgin faz primeiro vôo de companhia aérea com biocombustíveis naturais

da Efe, em Londres

A Virgin Atlantic se tornará hoje a primeira companhia aérea comercial a cruzar os ares usando biocombustíveis, segundo informa a empresa neste domingo.

Em colaboração com a Boeing e a fabricante de motores General Electric, a companhia aérea do milionário Richard Branson é encarregada de testar a eficácia de um vôo com biocombustíveis, cuja composição não foi especificada.

O Boeing 747 da Virgin Atlantic, que voará de Londres (Reino Unido) a Amsterdã (Holanda) sem passageiros a bordo, usará quatro motores, um com combustível biológico e outros três com convencional, para garantir o bom funcionamento do aparelho se o biocombustível apresentar algum problema.

Uma das desvantagens que este tipo de combustível poderia ter é congelar em grandes altitudes.

Este será o primeiro vôo com estas características. Em 1º de fevereiro, foi feita uma experiência com um Airbus A380, de Filton (Inglaterra) a Tolouse (França), usando biocombustível sintético, e não natural.

Apesar das críticas dos ambientalistas, que alegam que os mesmos biocombustíveis são prejudiciais ao meio ambiente, Branson acredita que o vôo de hoje é "um ponto de inflexão" que permitirá que os aviões comecem a utilizar este tipo de combustível antes do esperado.

Embora não quisesse revelar sua procedência, o empresário insistiu em que o combustível empregado será de fontes "verdadeiramente sustentáveis" que não coloquem em risco recursos naturais para a obtenção de alimentos ou água.

"Este vôo de demonstração nos dará um conhecimento chave que poderemos usar para reduzir nossas emissões de carbono", afirmou o multimilionário.

Na semana passada, o Governo britânico encomendou um estudo sobre o impacto ambiental e econômico do combustível biológico, já que cada vez há mais cientistas que afirmam que este pode prejudicar o entorno natural, a produção de alimentos e inclusive aumentar as emissões de carbono.

Um estudo recente na revista americana "Science" descobriu que, em alguns casos, como no do desmatamento na Indonésia para plantar óleo de palma, habilitar terreno para o cultivo das plantas usadas para fazer os biocombustíveis causava mais emissões que a economia posterior trazida pelo carburante.

Comentários dos leitores
Marcos Teixeira (17) 25/02/2008 08h15
Marcos Teixeira (17) 25/02/2008 08h15
MANAUS / AM
Mais uma vez a mídia destaca as áreas periféricas do problema, sem atacar as verdadeiras causas. Os biocombustíveis não são responsáveis por uma provável falta de alimentos. Já temos falta de alimentos para 2 bi de habitantes, e isso não se resolve aumentando a área de cultivo. Produzimos alimentos para 8 bi de habitantes, somos um pouco mais de 6 bi, mas 70% de tudo o que o planeta produz é devorado por Estados Unidos e União Européia, com forte crescimento também na China. Os gafanhotos estão famintos. Dizem querer reduzir o aquecimento global, mas esse desaquecimento deveria começar por seu próprio ventre. sem opinião
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carlos batista (3) 01/11/2007 17h08
carlos batista (3) 01/11/2007 17h08
Atribuir a um aquecimento de água a mortandade de peixe neste que é o maior bostódromo do mundo(talvez o 2o ou 3o),francamente.
Só o cheiro desta região valorizada do Rio basta para matar.Talvez seja este o motivo do enorme mercado de perfumes e desodorantes para os habitantes fronteiriços.
abraços
sem opinião
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johnny cunha (1) 11/09/2007 11h59
johnny cunha (1) 11/09/2007 11h59
Este ano esta sendo um dos mais secos ja registrados, em minha região (serra da bodoquena-ms) o tempo esta muito seco, o ar esta inrespiravel, o aumento das queimadas so prejudica ainda mais o que ja esta ficando insuportavel, as chuvas ainda nao chegaram, e o que se fala e desanimador 2 opiniões
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