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18/01/2009 - 10h16

Opinião: A guerra em Gaza e a sensibilidade alemã

da Deutsche Welle, na Alemanha

A postura de políticos alemães em defesa de Israel no atual conflito em Gaza não favorece ninguém, nem mesmo os próprios israelenses, opina Peter Philipp, articulista da Deutsche Welle.

Protestos críticos a Israel por causa de novos conflitos armados no Oriente Médio já ocorreram também em cidades alemãs no passado. Via de regra, no entanto, a participação da população em manifestações de solidariedade a Israel foi sempre mais intensa.

A atual guerra na faixa de Gaza inverteu esse quadro. Milhares de pessoas protestam contra a conduta israelense, apenas centenas mantêm-se firmes do lado de Israel. Comparadas com a população total do país, ambos os grupos representam somente uma pequena minoria. O que não significa, contudo, que a maioria das pessoas pense apenas na crise econômica, no lazer e nas próximas férias: a guerra em Gaza deixou vestígios profundos na sociedade alemã e a imagem de Israel sofreu danos irreparáveis.

Não demorou muito para aparecerem os autoproclamados defensores de Israel, que "sempre souberam de tudo", que sempre souberam que a cordialidade dos alemães frente a Israel nas últimas décadas sempre foi uma máscara, que deveria ocultar, através da consciência pesada pelo passado, um suposto antissemitismo latente ainda presente.

É óbvio que ainda há antissemitas na Alemanha e isso é péssimo. E, entre eles, caracterizar o ódio doentio como "crítica legítima a Israel" já virou há muito moda. Entretanto, a maioria daqueles que vão agora às ruas demonstrar indignação contra a violência descabida e possíveis crimes de guerra em Gaza protestava antes contra o antissemitismo e contra a xenofobia.

Eles são o cerne bom e sólido da sociedade, que não tem mais nada a ver com a Alemanha de 75 anos atrás. Mesmo que a maioria seja jovem demais para ter passado por experiências próprias em relação ao assunto, eles rejeitam a guerra e a violência. Seja no Iraque, no Afeganistão, no Líbano ou agora também na faixa de Gaza.

Eles sabem que não há uma "guerra justa" e que guerras não trazem solução, mas, pelo contrário, só causam mais guerra na maioria das vezes. Tanto Israel quanto o atual governo norte-americano nunca aceitaram isso, embora ambos tenham também sempre percebido o quão pertinente é essa constatação.

Continua...

Comentários dos leitores
J. R. (1269) 02/02/2010 14h02
J. R. (1269) 02/02/2010 14h02
Ricardo Perrone ( ) 31/01/2010 23h26 Vc tem razão, mas estão legalmente instalados no escritorio da CIA em São Paulo, com autorização da justiça paulista. A alguns anos um militar libanês de passagem por São Paulo foi seguido e assassinado num posto de gasolina, obviamente ninguém viu e nem sabia de nada. Se ele não fosse ligado à Siria (ainda estavam as tropas por lá) não se poderia dizer que foi a moçada. Esse negócio do governo brasileiro fazer vista grossa ao serviço militar para moleques servirem em Israel tem que acabar. Não dá para ficarem em cima do muro, ou vão para um lado ou vão para o outro. Incrível é que fazem como os batistas, alegando drama de consciência religiosa, para irem matar grávidas na Palestina (kill 2). Lamentável. sem opinião
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mauro halpern (120) 01/02/2010 22h36
mauro halpern (120) 01/02/2010 22h36
puxa, o sr Ricardo Perrone me descobriu.
Logo agora que eu estava tentando destruir, como fazemos todos os agentes do Mossad que querem dominar o mundo, toda a correspondencia eletronica favoravel aos palestinos!!
alem disso eu bombardeei o Zelaya com raios cósmicos de micro-ondas! vejam que ele saiu por livre vontade da embaixada, influenciado por potentes raios gama! e saiu sem chapéu!! agora que os hackers do mundo me descobriram, terei que mudar de computador!!!
Senhor Perrone, esta batalha voce venceu, mas eu voltarei. MAIS FORTE DO QUE NUNCA!
sem opinião
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hugo chavez (310) 01/02/2010 19h59
hugo chavez (310) 01/02/2010 19h59
O rabino Yitzhak Shapira, que foi detido para interrogatório pelo Shin Bet (agência sionista de segurança) por sua suposta implicação com o incêndio da mesquita em Yasuf, em Nablus, na Cisjordânia ocupada, é responsável pela escola Yeshiva "Od Yosef Chai" em Yitzhar, e é um discípulo do rabino Yitzhak Ginsberg .Gisnberg é considerado por acadêmicos do judaísmo moderno como um importante e original pensador da área do hassidut e da cabala e, além disso, ele é bem conhecido pelas suas visões extremadas diante das "diferenças fundamentais" entre judeus e não-judeus (goys), as quais tem um toque sensível de racismo. No prefácio do livro Torat Hamelech de autoria de Shapira e do rabino Yosef Elitzur, Ginsberg aponta para a necessidade de apontar as tais "diferenças fundamentais" entre judeus e goys "numa época onde nós somos obrigados a conquistar "a terra de israel", (a Palestina) de nossos inimigos, portanto, nós podemos agir "de acordo com as necessidades", dentro do espírito da Tora e então podemos fortalecer o espírito da nação e de nossos soldados." O livro menciona o assassinato de goys na guerra e inclui a seguinte passagem: - Há uma razão para matar bebês (do inimigo), mesmo se eles não violarem as 7 leis de Noé, por causa do futuro perigo que eles possam representar, quando eles irão crescer para tornar-se diabos como seus pais A hedionda e inimaginável atitude de pregar o assassinato de bebês de colo ou gestantes, só pode sair de mentes doentias, mas, já inspirou até camisetas para o exército sionista com a estampa de uma palestina grávida onde se lia "um tiro, duas mortes". Para que esta idéia de punição antecipada possa ser aplicada, é necessário preparar a grande massa, retirando-lhe qualquer vontade à resistência e para tal se conta com a lavagem cerebral diária da "grande mídia", de Holowood e outros que trabalham alinhados com a Nova Ordem Mundial Sionista e seu fundamentalismo religioso. 1 opinião
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