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04/10/2005 - 10h09

Custo para repetir jogos do Nacional chega a R$ 1,3 milhão

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LUÍS FERRARI
PAULO GALDIERI
da Folha de S.Paulo

Edilson Pereira de Carvalho declarou que entrou no esquema de manipulação de resultados para saldar uma dívida de R$ 40 mil. O valor parece irrisório se comparado ao gasto da repetição das 11 partidas apitadas por ele, estimado em R$ 1.339.460,00.

Isso corresponde à soma de passagens aéreas, custo operacional das partidas e hospedagens.

Alegando que não têm como arcar com esse gasto extra, que não foi gerado por eles, os clubes estudam repassar a conta para a CBF. "Custa, para mim, abrir o estádio e pagar os envolvidos com o jogo. Vamos ver o que a CBF fará a respeito disso", disse Walter Dal Zotto Júnior, presidente do Juventude, que repetirá dois jogos.

Especialistas em direito desportivo, como o advogado Marcílio Krieger e o vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo, Gustavo Oliveira, são unânimes em atribuir à CBF a incumbência de arcar com os gastos dos clubes. Por meio de sua assessoria de imprensa, a entidade afirmou ontem que não descarta assumir esse ônus.

Celso Rodrigues, advogado do Clube dos 13, disse que a associação aguarda o desfecho do processo no STJD antes de assumir uma posição oficial, mas aponta que será necessário comprar passagens aéreas. "Há um acordo de fornecimento de bilhetes com a Varig, mas novas passagens estão fora disso", explicou ele.

Há ainda outro problema relacionado aos bilhetes. A CBF marcou quatro partidas para 12 de outubro, um feriado. Três delas exigirão o deslocamento aéreo de equipes entre cidades de apelo turístico, como Rio de Janeiro e Florianópolis. Ontem, a operadora de turismo consultada pela reportagem para cotar as passagens informou que, dada a procura por vôos no período, a confirmação das passagens estava difícil.

Sete equipes terão que viajar de avião, operação que custará R$ 434.460,00, considerando delegações de 26 pessoas --19 atletas, um técnico, um auxiliar-técnico, um preparador físico, um médico, um roupeiro, um assessor de imprensa e o chefe da delegação.

A maior parcela, de R$ 495 mil, é o custo operacional das partidas. Nessa conta entram a taxa de arbitragem, taxa do exame antidoping, confecção de ingressos (necessários, ainda que distribuídos de forma gratuita), aluguel de catracas e remuneração de pessoal que trabalhará nos jogos. A conta não inclui gastos como aluguel de estádios e pagamento da conta de luz para jogos noturnos.

A concentração dos times sai por cerca de R$ 15 mil diários. Em alguns dos jogos que serão repetidos (como Paysandu x Cruzeiro e Juventude x Fluminense), os times visitantes terão de arcar com duas diárias. A soma desses valores atinge R$ 410 mil.

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