24/05/2006
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10h56
da Folha de S.Paulo, em Buenos Aires
A onda de espionagem eletrônica de políticos e jornalistas argentinos acontece dois meses depois de um outro escândalo de espionagem ilegal ser descoberto em uma base da Marinha argentina, no sul do país.
O caso --que derrubou dois militares de alta patente da Marinha-- começou em março com a denúncia da ONG Cels (Centro de Estudos Legais e Sociais), com base no depoimento de um oficial.
O militar, transformado em testemunha, informou que na base Almirante Zar, em Chubut, espionavam-se políticos, jornalistas e militantes de direitos humanos. Desde 1992, as Forças Armadas estão proibidas de realizar serviços de inteligência sobre assuntos internos.
Na base, foram encontrados relatos de espionagem e pastas de arquivo com recortes de jornal e investigações próprias. No material, havia dados sobre a ministra da Defesa, Nilda Garré --que fora perseguida durante a ditadura-- e um arquivo extenso sobre um ex-funcionário do gabinete.
Como reação à crise, o ministério da Defesa ordenou a desarticulação de todo serviço de inteligência das Forças Armadas. Agora, sob ordens exclusivas do Ministério da Defesa e do governo nacional.
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FLÁVIA MARREIROda Folha de S.Paulo, em Buenos Aires
A onda de espionagem eletrônica de políticos e jornalistas argentinos acontece dois meses depois de um outro escândalo de espionagem ilegal ser descoberto em uma base da Marinha argentina, no sul do país.
O caso --que derrubou dois militares de alta patente da Marinha-- começou em março com a denúncia da ONG Cels (Centro de Estudos Legais e Sociais), com base no depoimento de um oficial.
O militar, transformado em testemunha, informou que na base Almirante Zar, em Chubut, espionavam-se políticos, jornalistas e militantes de direitos humanos. Desde 1992, as Forças Armadas estão proibidas de realizar serviços de inteligência sobre assuntos internos.
Na base, foram encontrados relatos de espionagem e pastas de arquivo com recortes de jornal e investigações próprias. No material, havia dados sobre a ministra da Defesa, Nilda Garré --que fora perseguida durante a ditadura-- e um arquivo extenso sobre um ex-funcionário do gabinete.
Como reação à crise, o ministério da Defesa ordenou a desarticulação de todo serviço de inteligência das Forças Armadas. Agora, sob ordens exclusivas do Ministério da Defesa e do governo nacional.
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