05/03/2007
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15h51
A juíza que investiga a morte da princesa Diana pediu a Mohamed al Fayed que apresente provas para as acusações de que ela e o seu filho, Dodi al Fayed, foram assassinados. Dodi e Diana estavam no acidente de carro que os matou em Paris há dez anos, quando ele tinha 42 e ela, 36.
Fayed, dono da luxuosa loja de departamento Harrods, de Londres, há muito afirma que o casal foi vítima de uma trama planejada pelo Serviço Secreto britânico.
"Seria de grande ajuda se eu tivesse alguma evidência que apóie as alegações", disse a juíza Elizabeth Butler-Sloss, em um confronto com os advogados de Al Fayed. "Se não há evidências, eu não as apresentarei ao júri."
O advogado de Fayed, Michael Mansfield, pediu que o príncipe Charles e seu pai, o duque de Edimburgo, fossem chamados como "testemunhas de relevância" durante a investigação judicial, o que deve gerar forte resistência dos advogados da família real.
Um inquérito policial britânico que durou três anos concluiu no ano passado que o acidente não foi parte de um plano de assassinato, como alega Al Fayed.
O resultado alinha-se com a investigação francesa, que concluiu que o motorista Henri Paul foi o culpado pelo acidente, porque estava bêbado e sob influência de antidepressivos, além de estar dirigindo a alta velocidade.
Fayed rejeita os resultados dos dois inquéritos.
Demora
A investigação demorou dez anos para chegar aos tribunais porque o Reino Unido precisou esperar o término do processo legal francês para que a investigação policial britânica então fosse feita.
Na semana passada, Al Fayed obteve uma vitória judicial ao conseguir que o inquérito seja feito diante de um júri e não por Butler-Sloss apenas.
Butler-Sloss disse que se não conseguir iniciar o inquérito atual em maio, isso deve ocorrer em outubro.
Mansfield disse que a investigação completa deveria ser adiada até lá para que ele tenha tempo de estudar relatórios e opiniões de especialistas. "Um adiamento de seis meses é um grão na praia comparado com o que aconteceu até agora", disse o advogado de Al Fayed. A próxima audiência preliminar está prevista para os dias 21 e 22 de março.
Com Reuters
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Da Folha OnlineA juíza que investiga a morte da princesa Diana pediu a Mohamed al Fayed que apresente provas para as acusações de que ela e o seu filho, Dodi al Fayed, foram assassinados. Dodi e Diana estavam no acidente de carro que os matou em Paris há dez anos, quando ele tinha 42 e ela, 36.
Fayed, dono da luxuosa loja de departamento Harrods, de Londres, há muito afirma que o casal foi vítima de uma trama planejada pelo Serviço Secreto britânico.
| 01.jul.1997/AP |
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| A princesa Diana, morta em 1997 em um acidente de carro em Paris |
O advogado de Fayed, Michael Mansfield, pediu que o príncipe Charles e seu pai, o duque de Edimburgo, fossem chamados como "testemunhas de relevância" durante a investigação judicial, o que deve gerar forte resistência dos advogados da família real.
Um inquérito policial britânico que durou três anos concluiu no ano passado que o acidente não foi parte de um plano de assassinato, como alega Al Fayed.
O resultado alinha-se com a investigação francesa, que concluiu que o motorista Henri Paul foi o culpado pelo acidente, porque estava bêbado e sob influência de antidepressivos, além de estar dirigindo a alta velocidade.
Fayed rejeita os resultados dos dois inquéritos.
Demora
A investigação demorou dez anos para chegar aos tribunais porque o Reino Unido precisou esperar o término do processo legal francês para que a investigação policial britânica então fosse feita.
Na semana passada, Al Fayed obteve uma vitória judicial ao conseguir que o inquérito seja feito diante de um júri e não por Butler-Sloss apenas.
Butler-Sloss disse que se não conseguir iniciar o inquérito atual em maio, isso deve ocorrer em outubro.
Mansfield disse que a investigação completa deveria ser adiada até lá para que ele tenha tempo de estudar relatórios e opiniões de especialistas. "Um adiamento de seis meses é um grão na praia comparado com o que aconteceu até agora", disse o advogado de Al Fayed. A próxima audiência preliminar está prevista para os dias 21 e 22 de março.
Com Reuters
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