Bush rejeita diálogo com Raúl Castro sem democratização em Cuba
da Efe, em Washington
O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reiterou nesta quinta-feira que não manterá um diálogo com o novo chefe de Estado de Cuba, Raúl Castro, enquanto não ocorrer uma verdadeira democratização nessa ilha caribenha.
Em coletiva, Bush afirmou que uma reunião com Raúl Castro enviaria "a mensagem errada" aos defensores dos direitos humanos, e serviria para dar prestígio a "um tirano".
"Manteremos o embargo e continuaremos insistindo [na democratização], até que Cuba comece a alcançar a liberdade", disse ele.
Bush confirmou que, após a confirmação de Raúl como novo presidente cubano, os EUA "manterão o embargo" imposto a Cuba há quase 50 anos e que representa a pedra angular de sua política contra o regime comunista.
"Sentar à mesa com um ditador diminui o prestígio do meu cargo e eleva o seu, que poderia dizer: 'vejam, até o presidente dos Estados Unidos me reconhece'", afirmou Bush.
Em seu discurso de posse perante a Assembléia Nacional, Raúl Castro, 76, anunciou que sua prioridade será satisfazer as "necessidades básicas da população".
Raúl substitui seu irmão Fidel, 81, que em 18 de fevereiro anunciou que se retiraria da Presidência, após quase 50 anos no poder.


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Nem à beira da morte, nestes 19 meses, Fidel demonstrou um pouco de humildade e menos "arrogância" - comum aos ditadores que se acham "deus" do povo - aproveitando para convocar eleições diretas e democráticas para o país!
Se o fizesse, pelo menos ficaria na história como um revolucionário que se tornou ditador, mas que antes de sua morte, se arrependeu daqueles anos de ausência de liberdades e de democracia, impingida por ele ao seu próprio povo trabalhador e honesto!
Para um ditador, era querer demais também, não?
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