Mundo
12/11/2009 - 12h16

China cita Linconln para alertar Obama sobre dalai-lama

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CHRIS BUCKLEY
da Reuters, em Pequim (China)

O governo chinês disse nesta quinta-feira que o presidente americano, Barack Obama, deveria ser especialmente solidário com a oposição da China ao líder espiritual tibetano dalai-lama e à independência tibetana já que ele é um presidente negro que louva Abraham Lincoln por ter ajudado a abolir a escravidão.

Obama preferiu evitar polêmicas e acabou não recebendo o dalai-lama quando ele visitou Washington, em outubro passado. Mas o dalai-lama tem dito que ambos poderão se encontrar depois da passagem de Obama pela China, cujo regime acusa o monge tibetano de buscar a independência da sua região.

Qin Gang, porta-voz da chancelaria chinesa, disse que a China certamente condenará tal encontro.

Segundo Qin, Obama deveria lembrar de sua admiração pelo presidente Lincoln, que se opôs à secessão dos Estados sulistas e lutou pela abolição da escravatura --o que comparou à sociedade tibetana sob a liderança do dalai-lama.

Após tomar posse como presidente dos EUA, Obama declarou que jamais chegaria ao cargo se não fossem os esforços de Lincoln, lembrou Qin. "Ele é um presidente negro, e entende o movimento de abolição da escravatura e o grande significado de Lincoln para esse movimento", disse Qin.

"Lincoln desempenhou um papel incomparável na proteção da unidade nacional e da integridade territorial dos Estados Unidos", afirmou Qin, dizendo que a postura do atual governo chinês é semelhante à de Lincoln.

"Esperamos que o presidente Obama, mais do que qualquer outro líder estrangeiro, possa captar melhor e mais profundamente a posição da China na proteção da soberania nacional e da integridade territorial."

O dalai-lama diz não ser um separatista, alegando que defende meramente a autonomia para o Tibete, de onde fugiu há 50 anos, para estabelecer um governo no exílio.

Questionado sobre as consequências de uma possível reunião entre Obama e o líder tibetano, Qin disse que Pequim se opõe a tais encontros e se preocupa muito com eles.

"Devemos valorizar as circunstâncias positivas e as oportunidades para as relações China-EUA", disse Qin. "Em particular, ambos os lados devem respeitar seus interesses e preocupações principais, e as questões tibetanas estão entre os principais interesses e preocupações da China."

Comentários dos leitores
Chris Maria (255) 08/12/2009 11h07
Chris Maria (255) 08/12/2009 11h07
Quanto mais o tempo passa, torna-se mais patente que a desastrosa interferência norte-americana no Iraque, Paquistão, e Afeganistão além de desumana é uma guerra perdida. No governo Obama as coisas se agravaram ainda mais do que em tempos de governo Bush. As explosões são tantas, que fica difícil saber de quem é a autoria. Por quanto tempo ainda teremos que assistir isso? sem opinião
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Tiago Garcia (39) 06/12/2009 10h58
Tiago Garcia (39) 06/12/2009 10h58
A chantagem racial continua clarassima. Você não pode ser um repúblicano que discorde de um presidente democrata que é Barack Obama que você é um racista... Esses pesquisadores e cientistas estão cada vez mais canalhas e mentirosos... sem opinião
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J. R. (1187) 06/12/2009 10h32
J. R. (1187) 06/12/2009 10h32
O cinismo democrata americano volta à tona com Obama cancelando a participação no meio da - Conferência de Copenhagem - , reservando os instantes finais para uma hipotética participação. Daí se vê que os USA tentam MELAR mais um acordo mundial visando a conservação do meio ambiente global, global sem visar unicamente e apenas dinheiro. Talvez tenham informações privilegiadas que o degelo do Ártico é apenas uma grande mentira, ou que pouco importa que Manhantan desapareça sob o mar. 4 opiniões
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