06/10/2005
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11h55
Enviado especial da Folha de S.Paulo a Puerto Vallarta
Nove esculturas fazem do Malecón de Puerto Vallarta um verdadeiro museu a céu aberto. As instalações são um convite à interação. Feitas de ferro e bronze, os turistas tocam, abraçam, tiram fotografias e até descansam sob a sombra produzida por elas.
Depois que o furacão Kenna destruiu parte da orla de Puerto Vallarta, em outubro de 2002, poucos acreditavam que o Malecón, rua de passeio que segue em frente ao mar, fosse reconstruído com tanta rapidez. Hoje, 11 quadras, repletas de restaurantes, bares, lojas de artesanatos e galerias de arte, fazem do lugar o principal ponto de encontro da cidade.
"É o melhor local para se deliciar com o pôr-do-sol e ainda poder comprar umas lembrancinhas", diz um comerciante.
"El Cabalito", a estátua do cavalo-marinho com um menino em cima, feita em bronze, tem quase três metros de altura e foi a primeira a ser colocada ali. Virou o símbolo da cidade. O trabalho do artista Rafael Zamarripa foi pioneiro em 1976, quando ele construiu a primeira escultura na praia dos Mortos. Como a obra foi danificada pelas ondas e pela ação de crianças que faziam da estátua brinquedo, ele resolveu reconstruí-la no Malecón em 1984. A escultura voltou a se perder com o furacão de 2002. Reencontrada, permanece em posição estratégica no mesmo local.
A estátua do artista Sergio Bustamante também chama a atenção do turista. São duas crianças de bronze em posição de subida numa escada de quase nove metros. Embaixo, a mãe parece estar gritando: "Desçam agora mesmo!". A obra foi feita em 1999, em homenagem à virada do milênio, e também foi parcialmente destruída pelo furacão Kenna. A mãe de bronze foi achada entre os escombros da cidade e recolocada junto à escada.
Mais adiante, há um conjunto de sete estranhas criaturas. Feitas por Alejandro Colunga, parecem uma família de alienígenas saindo de uma pequena sala. Construída em 1997, a escultura chegou a ter 16 peças, mas foram perdidas em razão do furacão e da ação do tempo. Já "Nostalgia", de Ramirez Barquet, encanta pela delicadeza de seus detalhes. Feita em 1984, foi inspirada no amor de uma mulher pelo seu marido. Mas o destaque são os quatro grandes arcos instalados na ponta do Malecón. Do artista Martin Distancia Barragan, "Os Arcos" feitos de pedra estão em frente à praça principal.
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FABIO MARRAEnviado especial da Folha de S.Paulo a Puerto Vallarta
Nove esculturas fazem do Malecón de Puerto Vallarta um verdadeiro museu a céu aberto. As instalações são um convite à interação. Feitas de ferro e bronze, os turistas tocam, abraçam, tiram fotografias e até descansam sob a sombra produzida por elas.
Depois que o furacão Kenna destruiu parte da orla de Puerto Vallarta, em outubro de 2002, poucos acreditavam que o Malecón, rua de passeio que segue em frente ao mar, fosse reconstruído com tanta rapidez. Hoje, 11 quadras, repletas de restaurantes, bares, lojas de artesanatos e galerias de arte, fazem do lugar o principal ponto de encontro da cidade.
"É o melhor local para se deliciar com o pôr-do-sol e ainda poder comprar umas lembrancinhas", diz um comerciante.
"El Cabalito", a estátua do cavalo-marinho com um menino em cima, feita em bronze, tem quase três metros de altura e foi a primeira a ser colocada ali. Virou o símbolo da cidade. O trabalho do artista Rafael Zamarripa foi pioneiro em 1976, quando ele construiu a primeira escultura na praia dos Mortos. Como a obra foi danificada pelas ondas e pela ação de crianças que faziam da estátua brinquedo, ele resolveu reconstruí-la no Malecón em 1984. A escultura voltou a se perder com o furacão de 2002. Reencontrada, permanece em posição estratégica no mesmo local.
A estátua do artista Sergio Bustamante também chama a atenção do turista. São duas crianças de bronze em posição de subida numa escada de quase nove metros. Embaixo, a mãe parece estar gritando: "Desçam agora mesmo!". A obra foi feita em 1999, em homenagem à virada do milênio, e também foi parcialmente destruída pelo furacão Kenna. A mãe de bronze foi achada entre os escombros da cidade e recolocada junto à escada.
Mais adiante, há um conjunto de sete estranhas criaturas. Feitas por Alejandro Colunga, parecem uma família de alienígenas saindo de uma pequena sala. Construída em 1997, a escultura chegou a ter 16 peças, mas foram perdidas em razão do furacão e da ação do tempo. Já "Nostalgia", de Ramirez Barquet, encanta pela delicadeza de seus detalhes. Feita em 1984, foi inspirada no amor de uma mulher pelo seu marido. Mas o destaque são os quatro grandes arcos instalados na ponta do Malecón. Do artista Martin Distancia Barragan, "Os Arcos" feitos de pedra estão em frente à praça principal.
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