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Juca Kfouri

Vacilo corintiano

Houve momentos em que o Santos já via o tetracampeonato pelo binóculo. Mas ficou perto

DIFÍCIL IMAGINAR na Vila Belmiro, por ruim que seja a fase santista, e é, um Santos tão pequeno como no primeiro tempo no Pacaembu.

Graças a Muricy Ramalho, que fez uma aposta impensável em Marcos Assunção, que não só parece aposentado como atrapalhou a vida do trabalhador Arouca, perdido.

O Corinthians, enfim com um certo ar de 2012, porque Paulinho voltou a jogar bem, teve o jogo nos pés não só nos 45 minutos iniciais, quando fez 1 a 0, mandou bola trave, e perdeu, ao menos, três gols na cara de Rafael.

Mesmo no segundo tempo, quando Muricy corrigiu seu erro, Rafael salvou duas bolas que Emerson não poderia perder, e o Santos, embora equilibrando as coisas, sofreu mais um gol, de Paulo André, aquele que parecia mandar para o espaço o sonho do tetracampeonato.

Sonho que permanece graças ao gol achado pelo emblemático Durval e que, de quebra, serve para atazanar a vida corintiana.

O Santos treina para o jogo decisivo durante uma semana em que o Corinthians tem simplesmente o Boca Juniors pela frente.

Um Boca Juniors que joga seu ano nesta Libertadores, tanto que poupou seus titulares no sábado pelo Campeonato Argentino --e que deve vir com a experiência de Riquelme para ajudar a apitar o jogo e esconder a bola, no Pacaembu, nesta quarta-feira.

Um gol xeneize pode ser fatal, como pode ter sido o gol peixeiro.

Hão de se lembrar os corintianos, com frio na espinha, da Libertadores-2010, quando sua melhor campanha na fase de grupos morreu na vitória sobre o Flamengo, exatamente por 2 a 1, insuficiente diante da derrota por 1 a 0 no jogo de ida.

Não só o Boca vem aí para repetir o drama e com Carlos Bianchi à frente, como o Santos ou terá um Corinthians caído se não passar ou, sabe-se lá o que é melhor para Neymar e companhia, preocupado em ter de voltar à Argentina (Velez Sarsfield, provavelmente, ou Newell's Old Boys) já na quarta-feira depois da final paulista.

Por isso o Corinthians não poderia vacilar e perder a chance de matar a decisão, livrando-se, ao menos, de uma de suas preocupações, por mais que seja a menor delas.

Mas vacilou e terá de se virar nos próximos sete dias.

Terá de se comportar como um verdadeiro campeão.

SETE!

Se havia alguma dúvida sobre o momento do Galo, mesmo depois do baile que ofereceu ao São Paulo, ontem, contra o Cruzeiro, já era.

Ficou muito claro que estamos diante de um time tão talentoso que deixa mais difícil ainda a vida do palmeirense. Que se esgoelará nesta terça-feira para ver seu time eliminar o Tijuana para, depois, encontrar esse time iluminado que marca bem, passa melhor e ataca impecavelmente.

Fez sete gols em dois jogos decisivos.

Sete gols!

Como se chupasse um picolé, sem fazer conta de mentiroso, dando olé.


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