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Juca Kfouri

Foco na Fifa

É perda de tempo discutir o caso Diego Costa. Mas não é debater a descaracterização da Copa do Mundo

A FIFA ROMÂNTICA permitia que o ítalo-brasileiro José João "Mazzola" Altafini disputasse a Copa de 1958 pelo país onde nasceu, o Brasil, em Piracicaba, São Paulo, e a seguinte, em 1962, pela Itália, onde foi jogar.

A transnacional Fifa permite que o hispano-brasileiro Diego Costa dispute jogos amistosos pelo país onde nasceu, o Brasil, em Lagarto, Sergipe, e, eventualmente, a Copa do Mundo de 2014 pela Espanha, onde joga.

Discutir se ele tem ou não o direito de escolher neste mundo globalizado é o que menos importa, por dar espaço à demagogia patrioteira.

Importa mesmo é debater até que ponto a Fifa percebe o mal que pode causar ao seu torneio, como já acontece no futsal, no qual a Espanha foi bicampeã mundial com três brasileiros e a Rússia conta hoje com cinco.

Imagine o Qatar, em 2022, se de fato a Copa for lá, com onze titulares naturalizados pelo dinheiro do petróleo. Que sentido fará tocar o hino do país antes dos jogos se ninguém saberá cantá-lo?

De duas, uma: ou nos adaptamos à ideia de que as fronteiras acabaram, e aproveitamos para extinguir os hinos das competições, ou restituímos o nacionalismo como combustível dos embates, cantando o hino a plenos pulmões, como na Copa das Confederações.

Aí, bem entendido, desde que a pátria não seja o último refúgio dos canalhas, como escreveu o pensador inglês Samuel Johnson.

E desde que a CBF se assuma como representação do Brasil, não mais como a tal entidade privada que refuta ser fiscalizada pelo Estado, por mais que o bom senso indique que a pátria é o lugar em que a gente se sente bem.

Porque se Diego "deu as costas para o sonho de milhões de brasileiros", como disse o nosso Felipão, quantos sonhos nacionais não teriam virado pesadelos caso Portugal, na Copa de 2006, tivesse enfrentado e vencido o Brasil sob seu comando?

ANISTIA

O documentário do jornalista Geneton Moraes Neto, que GloboNews exibirá hoje, às 20h30, o "Dossiê 50: Comício a favor dos Náufragos", é um achado jornalístico, histórico e sentimental.

Jornalístico porque recupera imagens preciosas da decisão da Copa de 1950 e entrevista boa parte de seus protagonistas, o algoz Gighia, inclusive, em sua modesta casa no Uruguai. Histórico porque faz a contextualização do jogo num Brasil e num Rio de Janeiro que não existem mais. E sentimental porque ao tomar partido dos derrotados, os anistia e homenageia com as certeiras palavras do poeta americano Walt Whitman: "Batalhas são perdidas com o mesmo espírito com que são ganhas".

MAS É CLARO!

Está mais que explicado, agora, o mutismo da FPF sempre que se fala em extinção do Paulistinha.

Os çábios da federassão çó discutiriam a extinssão do estadual.


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