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Juca na Copa

Messi e o legado

O futebol jogado para a frente, em busca de gols, pode ser a lição aos nossos técnicos e jogadores

VOANDO PARA Fortaleza, que ensinou na Copa das Confederações o Brasil a cantar o Hino Nacional a capela, e antes das estreias de Lionel Messi e companhia, de Cristiano Ronaldo e da fortíssima seleção alemã, o que tínhamos?

Dez jogos, 34 gols, média excelente a refletir uma mentalidade saudável, tomara uma tendência que se mantenha ao longo da Copa e contamine os nossos técnicos e jogadores adeptos do fazer 1 a 0 e segurar o resultado.

Até mesmo times de menor gabarito como o da Costa Rica mostraram ser a audácia a melhor solução, como os uruguaios constataram em sua primeira derrota numa Copa do Mundo no Brasil. Para não falar dos holandeses, que, entre assegurar a vitória contra os campeões mundiais ou goleá-los, optaram magnificamente pela segunda alternativa.

A Copa surpreende pelos gols e pelos jogos interessantes, nenhum de dar sono, muito ao contrário, além do recital de Pirlo, do veneno da negra dupla inglesa Sturridge e Sterling, do carisma de Drogba, da pontaria de Joel Campbell, enfim, e de parecer proibido empatar.

Como se uma reunião entre os deuses dos estádios determinasse que futebol é mesmo bola na rede e todos obedecessem, temerosos do inferno que são as vitórias magras defendidas sem nenhum pudor e respeito à beleza do jogo, em última, e em primeira análise, responsável pela Copa do Mundo ser o evento que desperta maior atenção no planeta Terra, como se sabe, uma bola.

Em homenagem à estreia de Messi, o 11º jogo aconteceu no Maracanã tomado como têm estado todos os demais estádios. Ele decepcionava até ser vaiado por bater mal uma falta já no segundo tempo. Então, fez o que sabe: um golaço decisivo. O 36º gol de uma Copa que já tem 37 e que pinta como exemplar, didática, para resgatar o prazer de ver futebol.

Deus me ouça.


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