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Juca na Copa

Como vai a Copa

Da depressão à euforia, a avaliação da Copa tem sido objeto de exageros nos dois sentidos

IMAGINAVA UMA tensão nas ruas que, dados os excessos que culminaram com a morte do cinegrafista Santiago Andrade, está contida. Assim como informações davam conta de que as Fan Fests seriam chamarizes de turbulências que não têm acontecido.

Dito isso, saltam aos olhos a também prevista festa nos estádios e a surpreendente qualidade dos jogos. Nem por isso a Copa está sendo o que muitos querem ver, por a viverem pela TV.

Esqueça fatos menores, embora vergonhosos: a queda da iluminação que, por pouco, não prejudicou a transmissão do jogo inaugural; a não execução dos hinos da França e de Honduras no Beira-Rio; as seguidas falhas de segurança no Maracanã; as filas imensas nos bares e restaurantes, agravadas pela falta de comida e bebidas; as dificuldades de comunicação como jamais se viveu em outras Copas e os congestionamentos de trânsito em diversas sedes.

Nada que impeça a celebração do futebol com estádios lotados, o que era sabido de antemão que aconteceria, embora vetada aos pobres e ainda mais aos por ela desalojados.

Mas imagine se os jogos fossem disputados em gramados à altura do evento, o que não está acontecendo, e a Fifa admite, em nenhum, repita-se, nenhum dos 12 estádios. O que não é apenas grave, é gravíssimo, equivalente a convidar os melhores pianistas do mundo para um concerto com pianos desafinados.

Porque, do mesmo modo que houve previsões catastróficas, há agora avaliações positivas precipitadas e ufanistas. Não se pode esquecer que a festa está acontecendo em boa parte de estádios caríssimos que viverão às moscas após a Copa --como em Portugal da Eurocopa de 2004 e na África do Sul da Copa do Mundo de 2010.

Que políticos, cartolas e publicitários exagerem nadando em seus lucros, vá lá.

Para jornalista, não pega bem.


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