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Mostra recupera nomes essenciais da Bienal

Em cartaz a partir de setembro, exposição marcará as 30 edições do evento com obras de 108 artistas brasileiros

Segundo curador Paulo Venâncio Filho, recorte dá bom panorama da história da arte do país nas últimas décadas

FABIO CYPRIANO CRÍTICO DA FOLHA

Dos mais de 5.000 artistas brasileiros a participarem das 30 edições da Bienal de São Paulo, o curador Paulo Venâncio Filho selecionou 108 para a mostra 30 x Bienal, programada para ser aberta no dia 19 de setembro.

A exposição é uma proposta da Fundação Bienal como evento intermediário entre as bienais e foi encomendada a Venâncio como uma retrospectiva da presença brasileira na mais importante mostra de artes visuais do país.

"A história da arte brasileira se confunde com a história das bienais, todos os artistas essenciais tomaram parte dela", diz Venâncio, que acaba de lançar "A Presença da Arte" (Cosac Naify), uma coletânea de textos sobre o meio da arte brasileira escritos nos últimos 30 anos.

Em sua seleção, Venâncio admite que segue dentro de um "certo consenso estabelecido" da história da arte brasileira. Ele partiu de obras criadas a partir de 1951, ano da primeira Bienal.

Por esse critério, o curador deixou de lado todos os modernistas dos anos 1920 e 1930, como Tarsila do Amaral ou Di Cavalcanti, mesmo que eles tenham chegado a participar de muitas bienais.

"Em minha pesquisa, encontrei uma frase do Oswald de Andrade, dizendo que a Bienal é o coveiro da Semana de 22' e acho que ela aponta mesmo como a arte brasileira, a partir da Bienal de São Paulo, entrou em um novo patamar", conta o curador, justificando o recorte histórico dos selecionados.

Não há surpresa nos nomes escolhidos. Dos concretos como Waldemar Cordeiro e Ivan Serpa até jovens artistas como Cinthia Marcelle e Rodrigo Braga, passando pelos icônicos Hélio Oiticica e Lygia Clark, a seleção de fato é bastante óbvia.

Há uma ausência notável, contudo, caso de Vik Muniz, um dos artistas brasileiros com maior visibilidade na última década, tanto no mercado de arte quanto em exposições institucionais.

Muniz participou da 24ª edição, em 1998, a Bienal da Antropofagia. "Achei que a presença dele não foi tão determinante como a de outros", explica Venâncio Filho, sem querer polemizar.

A mostra, orçada em R$ 11 milhões, vai ocupar os últimos dois pisos do Pavilhão da Bienal, com expografia de Felipe Tassara. Ela será dividida em cinco grandes áreas: a abstração, o momento pop, a geração contemporânea, os anos 1980 e a atualidade.

Por dificuldades estratégicas, nem todas as obras da exposição de fato tomaram parte das Bienais, caso de trabalhos de Tunga e Regina Silveira, entre outros.

"O Tunga fez uma instalação imensa no centro do pavilhão, que não se consegue remontar, por isso vamos apresentar uma versão diferente", diz o curador.

A exposição ainda apresentará os cartazes das 30 bienais, além de registros documentais e fotográficos do arquivo da instituição.


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