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Baby do Brasil revisita carreira aos 60 anos

Ao lado do filho Pedro Baby, cantora relembra sucessos pré-gospel em apresentação hoje, no HSBC Brasil, em SP

"Nada do que eu fiz foi gratuito", diz artista, que pode ter companhia de Caetano Veloso em "Menino do Rio"

EDSON VALENTE COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Quem vê Baby Consuelo em êxtase numa cena do filme "Tropicália" pode julgar que a mudança de sobrenome e a conversão religiosa dos últimos anos tenham causado uma ruptura em sua estrepitosa personalidade.

A impressão se esvai em poucos minutos de conversa. "Qualquer exagero é mera sinceridade", disse à Folha a intérprete e compositora, sobre as suas buscas artísticas e de cunho existencial.

Ao lado do filho Pedro Baby, 34, idealizador do show "Baby Sucessos", ela se apresenta hoje no HSBC Brasil, em São Paulo, com direção de Paula Lavigne.

Em 44 anos de carreira, não faltaram excessos -da prole aos cabelos coloridos-, mas, segundo ela, com a clarividência de quem sabia por onde se aventurava. "Nada do que eu fiz foi gratuito."

Essa convicção estaria presente tanto na sua saída de Niterói, aos 16 anos, para viver de arte, quanto na investida na música gospel.

Segundo ela, o objetivo não é focar um só caminho, mas transitar entre universos, o religioso e o secular. "Baby Sucessos" faz essa ponte.

O filho diz que pensou o espetáculo como homenagem aos 60 anos da mãe e uma oportunidade de convívio entre eles. A parceria musical com ela, diz o violonista e guitarrista, era uma lacuna em seu currículo.

REPERTÓRIO

E foi ele quem escolheu o repertório. Baby acatou sem ressalvas -embora desejasse incluir uma composição gospel. Pedro argumentou que tal inclusão, além de tirar o foco de uma retrospectiva canônica, era desnecessária, uma vez que "a maioria das canções [seculares] que ela escreveu falam de Deus".

Para a incursão na "Babylônia", o músico convocou instrumentistas como o baixista Betão Aguiar, filho de Paulinho Boca de Cantor, dos Novos Baianos, e o trombonista Carlos Darci.

A multiplicidade de estilos da Baby dos anos 1970, 1980 e 1990 está no repertório do show escolhido pelo filho, que frisa não ter reinventado a roda nos arranjos, exceto nas linhas de sopro que criou.

Dos Novos Baianos, pinçou "A Menina Dança", "Acabou Chorare" e "Tinindo Trincando", esta um contrapeso à doçura de "Um Auê com Você", da linhagem pop romântica.

"Cósmica" e "Telúrica" representam o pop-rock com ecos de afoxé do começo dos 1980. A lírica "Seus Olhos" e "Minha Oração" são deleites menos óbvios.

Caetano Veloso é esperado no palco para um dueto em "Menino do Rio", mas Baby faz suspense: "Tudo pode acontecer".

Nesse largo espectro premonitório, alguns eventos já se anunciam: um DVD do show, um documentário sobre a carreira, do cineasta Rafael Saar, um disco gospel nos EUA e um livro biográfico, cujo título a artista já determinou: "Não Vai Ter Bunda-Mole no Céu, só Casca-Grossa". Apropriado.

BABY SUCESSOS

QUANDO hoje, às 20h

ONDE: HSBC Brasil (r. Bragança Paulista, 1.281, tel. 0/xx/11/5646-2120)

QUANTO de R$ 80 a R$ 200

CLASSIFICAÇÃO 14 anos


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