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Governo desliga hoje térmicas a diesel e prevê economia de R$ 1,4 bi

Nível de reservatórios e fontes alternativas seriam suficientes

JÚLIA BORBA DE BRASÍLIA

O governo vai desligar hoje todas as usinas termelétricas movidas a óleo diesel e óleo combustível. Essas usinas são as que custam mais para o sistema elétrico.

A decisão foi tomada em reunião do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico na tarde de ontem.

Segundo o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), a avaliação é que, com o atual nível dos reservatórios e a complementação das térmicas a gás, carvão, biomassa e nucleares que permanecerão ligadas, será possível atender com segurança à demanda.

"As chuvas vieram na medida de nossas expectativas", afirmou o ministro. "Os reservatórios estão cheios, com exceção do Nordeste. Mas lá a necessidade é pequena."

Com isso, 34 térmicas deixarão de gerar energia, o que representa a saída de 3.800 MW e o fim de um gasto mensal de R$ 1,4 bilhão, diluído na tarifa. Segundo o Ministério de Minas e Energia, o valor equivale a pouco mais de dois terços da despesa mensal com energia térmica.

No início de maio, o governo desligou as primeiras quatro usinas termelétricas movidas a óleo diesel. Em junho, decidiu desligar outra.

Ainda segundo Lobão, não há como prever data para as demais serem desligadas.

A medida de hoje não é definitiva. "É nosso desejo [que sigam desligadas]. Se houver um acidente, o que não esperamos, religaremos quantas térmicas forem necessárias."

O governo disse ainda que o adiantamento para pagar o gasto térmico feito às distribuidoras não será desfeito, pois cobriria também subsídios ao setor.


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