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Governo reduz IOF para atacar inflação

Cobrança de 6% foi zerada para empréstimo no exterior por mais de 180 dias, o que deve ampliar entrada de moeda

Objetivos são evitar alta na cotação, que poderia elevar preços no país, e aumentar oferta de crédito para empresas

SOFIA FERNANDES VALDO CRUZ DE BRASÍLIA

A redução do IOF sobre empréstimos no exterior anunciada nesta quarta (4) faz parte de uma operação do governo para "salvar o segundo semestre". O objetivo é evitar um repique na inflação e dar mais fôlego para a economia, num momento de encarecimento de crédito no país.

Segundo a Folha apurou, o governo está preocupado com uma possível pressão pela alta do dólar, provocada por incertezas nos cenários externo e interno --neste caso, por causa do período eleitoral.

Além disso, a presidente Dilma quer reverter o ritmo fraco da economia brasileira, dando estímulos ao setor privado. A expectativa é que o segundo semestre seja melhor, depois de o primeiro ser considerado quase perdido.

A avaliação é que a decisão de zerar a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) de 6% nas operações de empréstimos no exterior com prazo entre 181 e 360 dias ajudará a irrigar o mercado brasileiro com crédito captado a custo mais baixo em outros mercados.

Estimulando a entrada de dólares no país, é esperada uma queda da moeda americana, o que vai ajudar o BC no combate à inflação.

O governo tem enfrentado dificuldades para manter a inflação dentro do limite máximo definido pela meta oficial, de 6,5% ao ano, uma grande preocupação em ano de eleição presidencial.

A medida vai ajudar também a segurar o câmbio em um momento em que o BC planeja reduzir suas intervenções. A ideia do governo é que a cotação do dólar não fique muito acima de R$ 2,30. Ontem, apesar da medida, o dólar à vista, referência no mercado financeiro, subiu 0,35%, a R$ 2,282, maior valor desde 26 de março.

Como parte dos esforços para aquecer a economia, o ministro Guido Mantega (Fazenda) sinalizou ainda que o desconto de IPI para carros será mantido, ainda que parcialmente.

Mantega afirmou que a redução do IOF vem em momento de normalização do mercado de câmbio, que sofreu com excesso de fluxos de capitais.

Desde 2011, com os mercados inundados de dólares por causa da política de estímulo à economia do banco central americano, o governo brasileiro vinha adotando medidas para brecar a entrada da moeda estrangeira e a desvalorização cambial.

Oficialmente, Mantega negou que a medida vá atrair capital especulativo e que tenha a ver com o controle da inflação. "Não administramos câmbio tendo em vista inflação", afirmou.

O ministro afirmou ainda que a redução do IOF ajudará bancos pequenos, que diminuíram a participação no mercado financeiro.


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