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Com incentivo, carro elétrico lota faixa de ônibus e vira problema na Noruega

DA AFP

Ministros da Noruega, país rico e grande produtor de petróleo, sofrem pressão pública crescente para reduzir os incentivos fiscais para as vendas de carros elétricos.

O motivo da crise é que eles têm permissão para usar as faixas exclusivas de ônibus e, segundo estudo, já representam 85% do trânsito nessas pistas nos horários de rush.

A Noruega adotou os incentivos generosos para reduzir as emissões de gases estufa dos carros, responsáveis por 10% das emissões totais no país nórdico.

Os carros elétricos também não pagam tributos, pedágios urbanos e estacionamentos públicos, onde podem recarregar suas baterias de graça.

Hoje há 32 mil desses veículos em circulação, de longe o maior índice mundial de elétricos per capita, num país com 5,1 milhões de pessoas.

"Gostaria que os carros elétricos saíssem da pista de ônibus. Esses atrasos têm um custo para a sociedade. O tempo perdido por milhares de nossos passageiros é muito mais que o ganho por algumas dezenas de motoristas", diz o motorista de ônibus Erik Haugstad.

Para ele, os usuários de ônibus, cansados de ficar parados no trânsito, podem ceder à tentação de comprar um carro elétrico, agravando os congestionamentos.

Enquanto isso, os elétricos já respondem por 13% das vendas de carros novos na Noruega --muito mais que no resto do mundo.

O governo previa manter os incentivos até 2017 ou até serem vendidas 50 mil unidades, mas, pelo ritmo atual, esse número pode ser alcançado no início de 2015.

A primeira-ministra Erna Solberg disse recentemente que pode rever a política de subsídios, mas que deve manter vantagens fiscais para os donos de carros elétricos.

A promessa é importante porque 48% deles optaram pelos carros para poupar dinheiro, ante 27% por razões ambientais e 12% que mencionam economia de tempo.


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