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Rio caminha para virar polo tecnológico

Chegada de grandes do setor e ambiente boêmio são estímulo para as empresas iniciantes e os negócios na área

Parques tecnológicos e universidades ajudam movimento, mas expert afirma que é essencial reter cérebros na cidade

LUCAS VETTORAZZO DO RIO

Na esteira da chegada de grandes empresas como a Microsoft e a Cisco no meio deste ano, uma cadeia tecnológica de start-ups, incubadoras, aceleradoras e fundos de investimento do setor aos poucos se consolida no Rio.

Start-ups são empresas iniciantes que, eventualmente, precisam de um empurrão das aceleradoras, incubadoras ou de fundos de investimento para crescer. As incubadoras e as aceleradoras dispõem de mentores que ajudam as novatas em troca de participação acionária.

A chegada de gigantes de tecnologia reforça um movimento que começou há dois anos na capital fluminense.

Para especialistas, esse tipo de negócio prolifera no Rio porque há mão de obra qualificada e ambiente propício à criatividade, com universidade e parque tecnológico.

De acordo com a Rio Negócios, agência de fomento da prefeitura, existem pelo menos oito universidades de ponta, como a UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) e a PUC-Rio, e sete parques tecnológicos que tornam o ambiente propício ao surgimento das start-ups.

A cidade fechou o ano passado com 22 incubadoras e 189 empresas incubadas, segundo a Rio Negócios.

"O Rio tem um cinturão de universidades que forma todos os anos um grupo muito forte de cabeças pensantes", diz o professor José Alberto Aranha, diretor do Instituto Gênesis, incubadora da PUC-Rio. "Nesse ambiente surgem as ideias inovadoras."

No ensaio "Como ser um Vale do Silício" (2006), o escritor e programador americano Paul Graham diz, contudo, que o surgimento de um polo vai além de parques tecnológicos e universidades.

É fundamental, diz ele, que haja um ambiente agradável para que os cérebros tenham vontade de permanecer na cidade após o desenvolvimento de suas empresas.

NA MESA DO BAR

Surgido há um ano e meio, o Geeks on Beer ("Nerds na Cerveja", em tradução livre) exemplifica a tese de Graham. O evento, que ocorre a cada dois anos em um bar da Lapa, reúne donos de start-ups que apresentam suas empresas a investidores, entre rodadas de cerveja e palestras.

"Apresentamos nossa empresa para cinco aceleradoras e investidores e de lá saíram três conversas que podem render frutos", diz Felipe Grossi, fundador da startup Instaquadros, que criou software de venda das fotos publicadas no Instagram.

Grossi afirmou que está em conversa com a aceleradora 21212 para expandir internacionalmente a empresa.

Metade carioca e metade nova-iorquina, a 21212 nasceu há dois anos e já acelerou cerca de 20 start-ups.

"Empresas de software se beneficiam de cidades jovens e ambientes despojados", diz Rafael Duton, sócio-fundador da 21212. "A vinda da Microsoft deu impulso importante e nossa empresa está acompanhando ativamente o surgimento desse polo."

Em novembro, a Microsoft anunciou investimento de R$ 200 milhões no Rio. O projeto inclui uma aceleradora, um laboratório de alta tecnologia e um centro de desenvolvimento do Bing, o buscador da Microsoft.


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