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Ministério Público diz que ainda não há provas contra políticos

DE SÃO PAULO

A procuradora Karen Louise Kahn, do Ministério Público Federal, manifestou-se contra o envio do inquérito da Siemens para tribunais superiores. Para ela, não há ainda indícios ou provas suficientes que sustentem as suspeitas contra políticos com foro privilegiado citados em depoimentos da investigação.

Para Kahn, o envio das apurações para Brasília seria medida prematura, pois ainda há diligências e depoimentos a serem realizados.

A decisão sobre se o inquérito vai para tribunais superiores ou fica em São Paulo será tomada pela 6ª Vara da Justiça Federal Criminal.

O pedido havia sido feito pelo delegado da Polícia Federal Milton Fornazari Junior, que conduz as investigações em São Paulo, após depoimento do ex-diretor da Siemens Everton Rheinheimer.

Ele fez acordo de delação premiada, que prevê a redução de pena para quem ajudar a desvendar o crime.

Rheinheimer citou só indícios de que tucanos teriam recebido propina do consultor Arthur Teixeira, apontado como intermediador de repasses feitos por firmas como Alstom, Siemens e Bombardier.

Em documento que depois disse ter sido manipulado, o ex-diretor dizia que o principal secretário do governador Geraldo Alckmin (PSDB), Edson Aparecido, e o deputado federal Arnaldo Jardim (PPS-SP) teriam recebido propina de Teixeira. Ambos negam.

A Folha apurou que o pedido da PF à Justiça visa evitar a anulação das investigações no futuro.

No acordo que fez com o governo, a Siemens diz ter formado cartel junto com outras empresas para fraudar licitações.


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