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A Copa como ela é

Petista ataca imprensa e se diz 'ficha-limpa'

Segundo a Polícia Civil, deputado estadual Luiz Moura esteve em reunião com presença de 13 integrantes do PCC

PSDB pede investigação do Ministério Público e que ele seja convocado pela Comissão de Ética da Assembleia paulista

GUSTAVO URIBE ROGÉRIO PAGNAN DE SÃO PAULO

Sob pressão do comando do PT em São Paulo, o deputado estadual Luiz Moura (PT-SP) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (28) para negar que tenha relações com a facção criminosa PCC e para fazer críticas à imprensa.

No pronunciamento público, o primeiro desde que teve seu nome envolvido com a organização criminosa, ele afirmou que a mídia tem noticiado "inverdades" e "injustiças" a seu respeito.

"Eu não tenho ligação nenhuma com o crime organizado. Eu sou ficha-limpa e não tenho um processo sequer contra mim", disse.

"Sou inocente e o que estão fazendo comigo e com a minha família é imoral. Eles estão querendo atribuir a mim coisas que não fiz", afirmou.

Segundo investigação da Polícia Civil, o petista participou em março de uma reunião, na sede da cooperativa de transporte da qual faz parte, em que estiveram presentes 45 pessoas, das quais ao menos 13 eram membros da facção criminosa PCC.

Na tribuna, Moura disse que participou do encontro por causa de sua militância na área de transportes e que tentava evitar uma greve na zona leste de São Paulo.

Em sua defesa, reproduziu entrevista dada semana passada pelo secretário estadual de Segurança Pública, Fernando Grella, na qual ele diz que o petista não é investigado.

"Como pode 50 pessoas entrarem na delegacia e, quase 70 dias depois, a imprensa noticiar que 13 pessoas ligadas à organização criminosa saíram pela porta da frente? Houve prevaricação da polícia ou é uma notícia que não é verdadeira?", afirmou.

O deputado referia-se à blitz da polícia na reunião.Parte do grupo acabou levado até a delegacia --Moura foi liberado ainda na cooperativa.

Ele, que foi condenado a 12 anos de prisão em 1992 por assalto à mão armada e ficou foragido por cerca de dez anos, disse não se envergonhar de sua história, mas criticou a imprensa por relembrar o seu passado. "Hoje, a imprensa, indiscriminadamente, noticia que fui um ladrão, que fui um assaltante, sempre relembrando o passado. E a Constituição é muito clara: diz que todo o cidadão tem o direito de se recuperar."

No início da tarde, ele prestou esclarecimentos à comissão interna criada pelo PT para ouvi-lo. O diagnóstico da sigla é que não há, até o momento, provas suficientes para puni-lo. A Executiva só deve se reunir de novo para discutir o caso na segunda (2).

O PSDB pediu ao Ministério Público que apure o envolvimento de Moura com a facção criminosa. O deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) também solicitou que a Comissão de Ética da Assembleia apure o caso e convoque o petista para dar explicações.


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