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Eleições 2014

Dilma descola mais de Marina no Sul e entre a classe média

Comparação de três pesquisas Datafolha por segmento ajuda a entender o que influencia nos resultados totais

Nos Estados do Sul, empate transformou-se em vantagem de 7 pontos para a petista no intervalo de 11 dias

DE SÃO PAULO

Moradores da região Sul e um grupo específico da classe média, pessoas que vivem em famílias com renda mensal entre 5 e 10 salários mínimos, são os grupos que, nas últimas três pesquisas Datafolha para presidente, apresentam as tendências mais consistentes de queda de Marina Silva (PSB) e recuperação de Dilma Rousseff (PT).

No fim de agosto, Dilma e Marina estavam numericamente empatadas nos resultados totais, cada uma com 34%. Duas rodadas adiante, a petista oscilou positivamente para 36%; a pessebista variou negativamente para 33%. Um empate técnico ainda, porém quase no limite máximo da margem de erro, de dois pontos.

Um olhar sobre as comutações do comportamento eleitoral dentro dos segmentos sociais estudados pelo instituto permite identificar quais são os eleitores que têm exercido mais influência nas alterações dos resultados totais.

Nos três Estados da região Sul, Marina oscilou para baixo em duas rodadas seguidas do levantamento. Depois de atingir 32% no fim de agosto, ela apareceu com 30% na pesquisa seguinte. Na última (8 e 9 de setembro), oscilou novamente, agora para 28%.

No mesmo período, as intenções de voto em Dilma no Sul caminharam no sentido oposto. Inicialmente, ela variou de 32% para 34%. Uma semana depois, atingiu 35%.

Em todos os casos, as variações de um levantamento para o outro imediatamente posterior são sempre pequenas. Mas como há três rodadas de pesquisa com repetição de tendências para Dilma e Marina em sentidos opostos, o saldo final acaba ficando mais nítido.

O que era originalmente um empate (32% a 32%) transformou-se, após 11 dias, numa vantagem de sete pontos para Dilma: 35% a 28%.

Como o Datafolha também pesquisou intenções de voto para governador em alguns Estados, foi possível fazer um número de entrevistas para presidente em todo o país bem mais elevado que o convencional. Assim, a margem de erro específica de cada segmento social neste último levantamento acabou sendo reduzida. No Sul, é igual à nacional, de dois pontos.

RENDA

Situação parecida ocorre entre os eleitores de famílias com renda de 5 a 10 salários. Em 11 dias, Dilma passou de 21% para 25%, depois para 26%. Já Marina, em sentido oposto, recuou de 44% para 42%, depois para 38%.

Resultado: Marina continua liderando nesse segmento, mas sua folgada vantagem original de 24 pontos caiu à metade. Agora são 12 pontos.

Todas essas variações ocorreram num período de intensos ataques contra Marina, perpetrados simultaneamente pelas campanhas de Dilma e do tucano Aécio Neves.

Isso ajudar a explicar porque Marina apresentou tendência seguida de queda mesmo em segmento onde Dilma não teve tendência seguida de melhoria. É o caso do grupo dos mais jovens (16 a 24 anos). Nesse grupo, a ex-ministra do Meio Ambiente recuou de 42% para 38% em 11 dias.


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