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Banco Imobiliário exalta as realizações do prefeito do Rio

Nova versão do jogo destaca obras de Paes e será distribuída para as escolas públicas

FABIO BRISOLLA DO RIO

Sorte ou revés? "Seu imóvel foi valorizado com a pacificação da comunidade vizinha. Receba R$ 75 mil."

Essa frase está numa das cartas do Banco Imobiliário-Cidade Olímpica, versão do famoso jogo de tabuleiro fabricado pela Estrela que destaca obras e ações do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB).

Seguindo as regras originais, a nova edição substitui endereços conhecidos dos jogadores, como Ipanema e Morumbi, por locais como o Porto Maravilha (projeto da prefeitura para a zona portuária) e Centro de Operações Rio (que monitora tráfego e serviços públicos da cidade).

Aliado do prefeito, o governador Sérgio Cabral (PMDB) também acabou homenageado com a referência às ocupações policiais em favelas.

Ficaram fora do tabuleiro intervenções de outras administrações como as linhas Vermelha e Amarela e a Cidade da Música (esta concebida por Cesar Maia, do DEM, desafeto político de Paes).

Procurada pela Folha, a Estrela informou que os endereços e textos foram elaborados por "executivos da empresa e técnicos da prefeitura" e que "desconhece obras desta ou daquela gestão".

A fabricante acrescentou que as referências na capa ("O Rio se reinventa, os investimentos se multiplicam") são criações de sua equipe.

A notícia sobre o lançamento do jogo, publicada ontem pelo jornal "O Dia", despertou a atenção do Ministério Público do Estado do Rio. A Promotoria vai avaliar se há indícios de irregularidades na parceria da prefeitura com a Estrela. O governo municipal pagou R$ 1 milhão por 20 mil unidades do Banco Imobiliário-Cidade Olímpica. Os jogos serão distribuídos nas escolas da rede pública.

"Ensinar geografia às crianças é uma coisa. Mas não há nada de pedagógico em embutir na cabeça das crianças as ações da prefeitura. Isso é um escândalo", criticou Alex Trentino, coordenador geral do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio: "Vamos denunciar a prefeitura por uso de verba ilegal", disse.

A assessoria de Eduardo Paes não se pronunciou sobre as obras e ações públicas citadas no tabuleiro. A prefeitura também não esclareceu se a compra dos 20 mil jogos foi feita com verbas da secretaria municipal de Educação. Em nota, a secretaria informou que "os professores podem utilizar o jogo de forma pedagógica" para apresentar a cidade "a partir de uma visão mais contemporânea".


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