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Turismo

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Moradores do interior paulista abrem suas chácaras para turistas

Visitantes podem, por exemplo, experimentar comida da roça em sítios que se transformaram em restaurantes

Professora cortou ritmo de aulas em São José do Rio Preto para cuidar de cozinha de sítio; 'Viver aqui é muito bom', diz

ANDRÉIA FUZINELLI COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE SÃO JOSÉ DO RIO PRETO GUSTAVO STIVALI COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE RIBEIRÃO PRETO

Alguns paulistanos costumam sonhar em largar tudo para vender coco na praia. Também cansados com o estresse da vida urbana, moradores do interior do Estado também têm saído das cidades, mas para um destino diferente: o meio do mato. Literalmente.

Esses empreendedores do interior têm apostado em fazendas e chácaras para abrir novos negócios voltados para o turismo.

Detalhe: deixam para trás não metrópoles como São Paulo, mas cidades médias que já apresentam problemas similares aos das grandes --como trânsito e violência.

Só na região de São José do Rio Preto (a 438 km da capital), nos últimos quatro meses, dois novos empreendimentos foram inaugurados em Ipiguá, cidade com pouco mais de 3.000 habitantes.

Um deles é o restaurante rústico Café Sabores da Roça, da professora Adriana Dalafini, 43. Ela ainda não deixou o emprego em Rio Preto, mas diminuiu o número de aulas para tocar seu negócio ao lado da cunhada.

"Não é só pelo dinheiro", diz Adriana sobre a experiência. "Viver aqui, com o silêncio e o contato diário com a natureza, é muito bom", diz.

CAFÉ SOBRE O FOGÃO

O cardápio montado no restaurante aproveita os ingredientes do campo: frutas da época, bolos (fubá, milho), leite fresco, café no coador de pano, queijos e sucos.

A decoração e os utensílios também remetem ao cenário rural. O café com leite é servido em cima de um fogão a lenha, em bules e xícaras de ágata. Sementes de sapucaia foram adaptadas e se tornaram luminárias.

Um pônei fica à disposição das crianças para passeios pelo campo e, embaixo de árvores, uma massoterapeuta faz massagens relaxantes nos pés dos visitantes.

A ideia surgiu depois de Adriana ter participado de um curso de turismo rural. Começou servindo aos domingos o café da manhã caipira, com produtos do sítio. O sucesso foi tanto que, em dois meses, o público cresceu oito vezes: passou de 25 para 200 pessoas por domingo.

O antigo quiosque da piscina teve de ser reformado e agora é um restaurante rústico que abre aos domingos para o café da manhã e, às quartas, quintas e sextas, para happy hours regados a embutidos e queijos artesanais.

As reservas precisam ser feitas com antecedência. O problema da lotação foi resolvido assim: cem lugares ficam para quem reservar, e os outros cem, para quem chega na última hora. Se passar disso, a solução é uma: esperar.

CERVEJA CAMPESTRE

A 4 km dali, ainda em Ipiguá, Emília Barboza, 55, montou Fornería San Pedro.

Deixou em Rio Preto uma loja de produtos agropecuários e hoje mora e trabalha na mata nativa. "Isso é qualidade de vida", diz, enquanto arruma os vasos do restaurante com flores recém-colhidas.

Lá, são fabricados quatro tipos de cerveja com receitas europeias. Para acompanhar a degustação, pizza.

Ela e o marido, Edson Valêncio, 56, estão começando a plantar uma horta de legumes orgânicos. Quando os produtos crescerem, o visitante poderá colher o que quiser comprar.


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