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Jornalista, atuou como repórter e editor. É autor de "Dicionário Amoroso do Rio de Janeiro".

Bolsonaro, guardião de Crivella

Presidente faz campanha explícita para que o pior prefeito do Rio fique mais quatro anos no cargo

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No boca a boca, ele é o pior prefeito da história do Rio. E acaba de bater um recorde que lhe aumenta a currículo: o quinto pedido (o segundo em menos de 15 dias) para responder a um processo de impeachment na Câmara Municipal. Detalhe do buraco em que a cidade está metida: nem assim Crivella deixou o cargo. Vai disputar a reeleição —com apoio explícito de Bolsonaro.

Primeiro pedido: em 2018, o prefeito apareceu num vídeo, ao lado de lideranças evangélicas, prometendo solucionar problemas de igrejas com IPTU e oferecendo vantagens a pastores e fiéis na rede pública de saúde (cirurgias de catarata e varizes). "Fala com a Márcia", disse ele, referindo-se a uma assessora. Segundo pedido, em abril de 2019: acusação de que a prefeitura comprou um terreno da Caixa Econômica Federal na comunidade de Rio das Pedras --que é controlada por milicianos-- sem abrir licitação.

O único processo de impeachment aprovado, mas que não foi até o fim, ocorreu em junho de 2019, quando Crivella foi acusado de cometer irregularidades ao renovar um contrato de exploração de mobiliário urbano por empresas de publicidade.

Os pedidos recentes são tão ou mais graves: no dia 3, a Câmara rejeitou o processo contra improbidade administrativa no uso de funcionários da prefeitura —um grupo de capangas conhecido como Guardiões do Crivella— para impedir o trabalho da imprensa à porta de hospitais. No dia 17, o prefeito livrou-se de dar uma resposta sobre o esquema de propina atualmente investigado pelo Ministério Público.

Por que apostar suas fichas em Crivella, prefeito de provada incompetência, ex-ministro do governo PT, encrencado com corrupção e com alta rejeição fora do segmento religioso a que pertence? Porque Bolsonaro, entre outros males, representa o projeto de poder da Igreja Universal. E a Igreja Universal quer continuar desmandando no Rio.

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