Siga a folha

Após multidão em abertura, polícia fecha loja da Havan em Belém

Havia funcionários sem máscaras na abertura da primeira unidade da capital paraense

Continue lendo com acesso ilimitado.
Aproveite esta oferta especial:

1 ANO DE DESCONTO

3 meses por R$1,90

+ 9 de R$ 19,90 R$ 9,90

ASSINE A FOLHA

Cancele quando quiser

Notícias no momento em que acontecem, newsletters exclusivas e mais de 120 colunistas.
Apoie o jornalismo profissional.

Timóteo Lopes
Belém

A Polícia Civil do Pará fechou por volta das 18h deste sábado (10) a nova loja da Havan em Belém, oito horas depois de sua abertura. Uma multidão havia se formado na porta da unidade, a primeira na capital paraense.

A inauguração ocorre na véspera do Círio de Nazaré, principal festa religiosa na cidade, que neste ano teve cancelada a procissão da imagem pelas ruas para evitar aglomeração por causa da pandemia do coronavírus.

Após circularem vídeos nas redes sociais com a aglomeração, a Secretaria de Saúde do Pará (Sespa) enviou uma equipe da Vigilância Sanitária ao local. A Polícia Militar também acompanhou a operação.

O estabelecimento foi notificado por não cumprir regras previstas de distanciamento social pela OMS (Organização Mundial da Saúde), segundo a pasta. De acordo com a polícia, o local foi fechado e o gerente conduzido para a delegacia para prestar esclarecimentos quanto ao não cumprimento de regras sanitárias.

O espaço, de cerca de 7.000 m² foi inaugurado pelo próprio dono da rede, o empresário Luciano Hang. Ele dançou carimbó, típico do Pará, com dezenas de funcionários, parte deles sem o uso de máscaras.

"Como o diria o paraense, que festa 'pai d'égua'. Escolhemos essa cidade para fazer a inauguração da loja 150 da Havan porque temos mais de 1 mil paraenses trabalhando na nossa rede. Nós vimos o amor que vocês têm pelo estado de vocês, mas tem que ir para longe arrumar um emprego. Estou muito feliz de estar aqui em Belém proporcionando essa alegria para vocês. O melhor programa social é a geração de empregos", disse o empresário, que anunciou mais de 3.000 novos postos de trabalho até o final do ano.

Em resposta a uma postagem do governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), sobre o ocorrido em sua conta no Instagram, Hang pediu desculpas.

"Helder, peço desculpas, não esperávamos receber tanto carinho do povo paraense. Temos procedimentos sanitários em todas as nossas 150 megalojas espalhadas pelo Brasil, mas foi humanamente impossível executá-lo", escreveu.

Na abertura, as imagens que viralizaram na internet mostraram lotação na rampa de acesso.

A Sespa confirmou, na sexta (9), mais 447 casos de Covid-19 e 9 mortes. Até agora, são 237.925 casos da doença e 6.645 óbitos no estado.

Segundo a secretaria, a responsabilidade pela fiscalização é da Prefeitura de Belém, mas como o Poder Público municipal não se manifestou, a Sespa enviou a equipe da Vigilância Sanitária à loja.

A Prefeitura de Belém declarou que a inauguração da loja foi um "evento privado" e que a responsabilidade de "contenção e distanciamento das pessoas" cabe à empresa.

O Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social, informou que o responsável pelo estabelecimento comercial será intimado a prestar esclarecimentos e autuado por crime contra a saúde pública.

Procurada, a assessoria de imprensa da Havan não comentou o caso.

Receba notícias da Folha

Cadastre-se e escolha quais newsletters gostaria de receber

Ativar newsletters

Relacionadas