Ministro de Bolsonaro diz que fará auditoria de hospitais federais do Rio

Há na capital fluminense seis unidades hospitalares sob administração direta da Saúde

Angela Boldrini
Brasília

O futuro ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), afirmou nesta sexta-feira (28) que uma das primeiras ações do ministério será um "choque de gestão" nos seis hospitais federais da cidade do Rio de Janeiro. 

De acordo com ele, serão iniciadas auditorias, revisão de contratos e mudança no perfil de administração das unidades.

"Esses hospitais precisam ser integrados, tomar um choque de gestão, melhorar a questão da compra conjunta. Na parte do atendimento hospitalar a rede federal do Rio de Janeiro vem passando por inúmeros problemas e a gente deve entrar em uma agenda com essa rede do Ministério da Saúde", afirmou. 

Há na capital fluminense seis unidades sob administração direta da pasta: os hospitais de Andaraí, Cardoso Fontes, dos Servidores do Estado, de Bonsucesso, de Ipanema e da Lagoa. 

Segundo Mandetta, as mudanças na administração serão um dos três eixos de ação do início do mandato na pasta. Ele as apresentou em reunião ministerial nesta quinta-feira (27), no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília. 

Além das mudanças na rede federal carioca, o futuro ministro, que assumirá o comando da pasta na próxima terça-feira (2), afirmou que a rede de atendimento em Roraima por causa da crise migratória de venezuelanos também será prioridade. 

"Por conta da entrada dos venezuelanos, que vieram com doenças infecciosas como sarampo e se encontraram com uma população brasileira com baixa cobertura de vacina, nós tivemos surtos", afirmou. 

O terceiro eixo será, diz, um reforço nas equipes de atenção básica e saúde da família em um estado ainda não definido. 

MAIS MÉDICOS 

Mandetta voltou a criticar a maneira como o programa Mais Médicos foi conduzido. De acordo com ele, trata-se de uma série de improvisações. 

"É um programa tão de improviso que não se foi pensado nem como se termina", afirmou, em referência à saída dos médicos cubanos do país, em novembro. 

"Como é que você faz um convênio com um país, por exemplo Cuba, e não prevê nem o distrato? Quando você aluga uma casa, quando você vai devolver você tem as condições de como você termina. Quando você está trabalhando, existe o aviso prévio", disse. 

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