Anunciada como número 2 do MEC, e depois barrada, Iolene Lima é demitida

Nomeação de Iolene Lima não agradou olavistas e nem a bancada evangélica

Paulo Saldaña
Brasília

Anunciada secretária-executiva do MEC (Ministério da Educação) pelo ministro Ricardo Vélez Rodriguez, mas barrada internamente, a professora Iolene Lima foi demitida da pasta na quinta-feira (21). A briga por cargos expõe a crise que atinge o MEC.

Depois de mudanças em cargos atingirem alunos do escritor Olavo de Carvalho, Vélez passou a ser desgatado e teve que demitir seu secretário executivo, Luiz Antonio Tozi. Na sequência, não conseguiu nomear duas pessoas anunciadas: o assessor Rubens Barreto e a própria Iolene.

Iolene Lima, indicada para 2º maior cargo do ministério da Educação
Iolene Lima, indicada para 2º maior cargo do ministério da Educação - Reprodução/Twitter

Em carta, também publicada em sua conta pessoal no Twitter, Iolene diz que "após uma semana de espera, recebi a informação que não faço mais parte do grupo do MEC"

Evangélica, ela foi anunciada pelo ministro também pelas redes sociais. Mas seu nome não agradou olavistas —que a viam ligada a Tozi— nem a bancada evangélica.

Acabou rifada dentro do governo. "Não sei o que dizer, mas confio que Deus me guardará e guiará", escreveu. Ela desejou boa sorte ao ministro e ao governo.

Além de Tozi, o ministro também foi forçado a se desfazer de um assessor próximo, o coronel Ricardo Roquetti. 

A ala militar tenta emplacar o ex-reitor da UnB Ivan Camargo no cargo. Seria uma forma de manter momentaneamente Vélez no cargo e garantir uma espécie de intervenção branca na pasta. A cada dia a permanência de Vélez como ministro se torna mais frágil. A definição de um substituto é o que mais dificultaria a decisão pela troca neste momento, segundo avaliação de membros do governo.

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