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03/01/2004 - 09h00

Pré-candidatos aproveitam Natal para fazer campanha

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ISABELA SALGUEIRO
da Folha de S.Paulo

As festas de final de ano motivaram o início da campanha eleitoral de 2004, de forma disfarçada e subliminar, em muitas cidades do país, entre as quais São Paulo e Rio de Janeiro. Esse tipo de propaganda é ilegal, segundo especialistas em legislação eleitoral consultados pela Folha.

Pré-candidatos dos mais variados partidos, principalmente a vereador, aproveitaram o Natal e o Ano Novo para pichar muros e espalhar outdoors e faixas pelos municípios, sempre com seus nomes grafados em letras graúdas.

Em São Paulo, o motorista que circulou pela Marginal Pinheiros nos últimos dias pôde observar ao menos dez grandes pichações. Situações verificáveis também, por exemplo, nas avenidas Rebouças, Cidade Jardim e Nove de Julho, além de na Marginal Tietê.

Entre os beneficiários da publicidade fora de época, a Folha constatou três vereadores e outros dois pré-candidatos.

Em um painel amarelo na Rebouças, Antonio Carlos Rodrigues (PL) deseja ao eleitor "um Natal repleto de paz e esperança", sem esquecer de mencionar sua condição de vereador e o seu apelido (Carlinhos). A mensagem se repete em outros 15 pontos, segundo o próprio Rodrigues.

Na Marginal Tietê os votos são de um outro vereador, Antonio Goulart (PMDB), que posa ao lado do deputado estadual Jorge Caruso (PMDB): "Que no ano que virá [2004] possamos nos manter unidos para alcançarmos o sucesso!". Os dois vereadores negam estar em campanha e dizem que todos os anos, desde 2000, quando foram eleitos, tomam tal iniciativa.

Levy Fidelix (PRTB), candidato ao governo do Estado em 2002, fez diferente. Em um cartão natalino, desejou boas festas, imprimiu a imagem do "aerotrem" -sua marca nas campanhas- e prometeu: "Em 2004 vamos tornar real essa idéia".

Tradição

No Rio, o presidente da Câmara Municipal, Sami Jorge (PDT), 79, diz que aproveita as festas de fim de ano para agradecer o apoio de eleitores e de comunidades carentes. Em seu quinto mandato e mais uma vez postulante à reeleição, Jorge admitiu que esse tipo de propaganda é uma tradição entre políticos, mas negou que configure campanha eleitoral.

"Considero [a publicidade] um cumprimento do meu dever coimo vereador", disse.

O vereador Alexandre Cerruti (PFL), 44, também candidato, é outro que utiliza datas comemorativas para felicitar eleitores. Cerruti, porém, prefere as faixas ao outdoor. "Sai mais barato. Mas não estou pedindo votos, apenas desejando boas festas", afirma.

Pré-candidata à sucessão do prefeito de Fortaleza, Juraci Magalhães (PMDB), a vereadora Nelba Fortaleza, também do PMDB, deixou seus votos de feliz Natal e próspero Ano Novo espalhados em outdoors pela cidade.

Nos cartazes, a parlamentar, que se licenciou para assumir uma secretaria da prefeitura, aparece numa foto sorrindo.

Em Salvador, foram colocados em pontos estratégicos outdoors com fotos de políticos do PT -inclusive do pré-candidato do partido à prefeitura, o deputado Nelson Pellegrino- ao lado de uma mensagem que dizia que o Brasil tinha mudado em 2003 e que Salvador mudaria em 2004.

Colaboraram a Sucursal do Rio e a Agência Folha
 

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