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01/09/2005 - 17h38

Entenda a CPI dos Correios

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da Folha Online

A CPI dos Correios foi criada em maio com o objetivo específico de investigar as denúncias de corrupção nas estatais, mais específicamente, nos Correios. Seu foco, no entanto, foi deslocado pouco depois para a investigação da existência do suposto "mensalão", o pagamento mensal a parlamentares da base aliada pelo governo.

O estopim da crise surgiu com a revelação da uma fita de vídeo, que mostra o ex-funcionário dos Correios Maurício Marinho negociando propina com empresários interessados em participar de uma licitação. No vídeo, o funcionário dos Correios dizia ter o respaldo do deputado federal Roberto Jefferson (PTB-RJ).

Pouco depois, em entrevista à Folha, Jefferson denunciou o suposto esquema de pagamento de mesada a parlamentares da base aliada em troca de apoio político.

À época, os titulares da comissão defenderam a ampliação do foco das investigações pela tese de que o dinheiro de corrupção das estatais seria a fonte dos recursos do hipotético "mensalão".

Com a criação da CPI da Mensalão, a CPI dos Correios focou suas investigações nos fornecedores de recursos e quer investigar os fundos de pensão de estatais.

Quase três meses depois, à CPI dos Correios coube o mérito de ajudar a revelar o esquema de distribuição de recursos a parlamentares, teoricamente, para bancar despesas de campanhas eleitorais, apelidado pela imprensa de "valerioduto", devido ao nome de seu operador, o empresário Marcos Valério Fernandes de Souza.

A comissão é do tipo mista, composta por 16 deputados e 16 senadores, além de igual número de suplentes. Seu presidente é o petista de Mato Grosso do Sul, o senador Delcídio Amaral, e tem com o relator o deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR). O prazo oficial de conclusão foi estipulado para o dia 21 de fevereiro, data que pode ser prorrogada. Na prática, a intenção dos membros é entregar o relatório final até novembro.

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