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17/11/2005 - 21h34

Sombra diz que é "a vítima" no caso Celso Daniel

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ROSE ANE SILVEIRA
da Folha Online, em Brasília

O empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, afirmou nesta quinta-feira à CPI dos Bingos, que é "vítima" do caso Celso Daniel. Na sessão, o empresário, que chegou a ser preso como suspeito de ser o mandante da morte do prefeito de Santo André, disse que após o crime, perdeu várias vezes o controle e se arrependeu de parte das declarações que deu na época.

"Tinha perdido meu melhor amigo. Sofria um linchamento público, insinuações. Fiquei descontrolado em muitas ocasiões. Eu fui a vítima neste caso", afirmou.

O empresário entrou em contradição ao comentar que ligou para dois amigos de Celso Daniel --Fernando e Tião. No depoimento anterior, de Klinger Luiz Oliveira afirmou ter sido ele a avisar "Fernando e Tiãozinho, depois de ter visto a matéria do seqüestro na TV."

Confrontado com a contradição nos depoimentos, o empresário disse não se lembrar do que fez ou para quem ligou após o seqüestro. Ele também disse achar normal o fato de os seqüestradores terem levado apenas Celso Daniel e terem deixado com ele sua arma, documentos, dinheiro e celular. "Não fiquei admirado de não me levarem nada. Não sei como fiquei. Saí pela rua gritando, pedindo para as pessoas ligarem para 190, e só depois lembrei que tinha o celular no carro e eu mesmo liguei para a polícia. Depois não lembro mais o que fiz."

Outra contradição do depoimento se refere aos depósitos feitos em sua conta corrente por Ângelo Gabrilli, que é o empresário do setor de transportes de Santo André, responsável pela denúncia ao Ministério Público sobre a existência de uma caixinha com cobrança de propina na administração petista na prefeitura de Santo André.

Em um primeiro momento, ele negou a existência de depósitos de Gabrilli em sua conta. Mesmo vendo os recibos dos quatro depósitos feitos em sua conta por Gabrilli, ele manteve a versão de que não sabia que o empresário era o autor dos depósitos.

A seguir, ele afirmou ter emitido nota fiscal sobre estes recursos depositados por Gabrilli e depois afirmou que estas notas fiscais foram emitidas para seu ex-sócio, Ronan Maria Pinto, que também está envolvido no caso Celso Daniel e é apontado como um dos responsáveis pela cobrança de propina na prefeitura de Santo André.

Sombra

Segundo Gomes da Silva, até as investigações feitas pelo Ministério Público de São Paulo ele nunca tinha sido chamado de Sombra. Ele disse se ressentir deste apelido, que traz um grande peso. "Ninguém que eu conheço, em toda a minha vida, me chamou de Sombra. Passei a ser chamado assim após o depoimento no Ministério Público. É um nome sugestivo, quase de encomenda."

Ele confirmou que atuou como assessor da prefeitura de Santo André, na gestão de Celso Daniel entre 1989 a 1992, fazendo trabalhos gerais, que iam desde a segurança do ex-prefeito petista até os serviços de seu motorista. "Era uma época diferente. O jogo político era pesado. Fui segurança do Celso na campanha. Ele sofria ameaças praticamente todos os dias", declarou Sergio Gomes.

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