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03/08/2006 - 12h25

Justiça bloqueia dívida do Rio com a Planam

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JOÃO CARLOS MAGALHÃES
da Agência Folha

A Justiça do Trabalho de Mato Grosso ordenou o bloqueio de uma suposta dívida da Secretaria Estadual de Defesa Civil do Rio de Janeiro com a Planam, empresa acusada de comandar a máfia dos sanguessugas.

Chamada de penhora de crédito, a medida é resultado de uma liminar deferida pelo juiz da 6ª Vara de Trabalho de Cuiabá no mês passado e visa obter recursos para pagar uma dívida trabalhista da Planam no valor de R$ 1,1 milhão. Os bens da empresa já haviam sido bloqueados preventivamente pela Justiça Federal no início do escândalo.

A informação sobre a possível dívida da secretaria do Rio com a empresa foi dada por um dos ex-funcionários que, depois de serem demitidos em junho, não receberam nenhum benefício e estavam com os salários de dois meses atrasados. Como o valor da dívida é desconhecido, o juiz Alexandre Campana não estabeleceu uma quantia a ser bloqueada.

Esta é a terceira tentativa de obter o dinheiro. A Justiça do Trabalho já mandou apreender os carros usados pela Planam e buscou os recursos nas contas correntes da empresa. Segundo o juiz responsável pelo caso, Alexandre Campana, a busca efetuada pelo Banco Central mostrou que todas as contas da Planam estavam zeradas.

O advogado Otto Medeiros, que defende a família Vedoin, dona da Planam, confirma a informação. "Antes mesmo de começarem as denúncias, o setor financeiro da empresa já estava comprometido", disse.

Segundo o juiz Campana, recentemente a Planam propôs disponibilizar um terreno, de valor muito superior à dívida, como garantia. "Mas os requerentes ainda não se pronunciaram sobre a oferta", afirmou. Medeiros disse que ainda não está definido quem defenderá a empresa nessa área.

Segundo o advogado Adriano Gonçalves da Silva, do Sindicato dos Empregados do Comércio de Cuiabá, que representa os ex-funcionários da Planam, caso essa nova tentativa de conseguir o dinheiro não tenha efeito, eles tentarão embargar a sede da empresa, que ele diz estar no nome dos Vedoin. "É um prédio moderno, vale mais de R$ 5 milhões."

A Folha tentou falar com Maurício Passos, diretor-geral de administração e finanças da Secretaria de Defesa Civil do Rio de Janeiro, mas ele não respondeu ao recado.

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