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07/08/2006 - 14h14

Empresário sanguessuga se reúne amanhã com membros da CPI

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da Folha Online

O empresário Luiz Antônio Trevisan Vedoin, um dos sócios da Planam, chega nesta segunda-feira à noite a Brasília. Amanhã, Vedoin se reúne, reservadamente, com o relator e o presidente da CPI dos Sanguessugas, senador Amir Lando (PMDB-RO) e deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ), para esclarecer dúvidas nas investigações da comissão.

Na quinta-feira, a CPI deve divulgar o relatório parcial sobre o envolvimento de ao menos 90 parlamentares no esquema. Deputados e senadores foram acusados de elaborar emendas ao Orçamento da União para beneficiar a Planam, que vendia ambulâncias para municípios a preços superfaturados.

Luiz Antônio já esteve em Brasília na semana passada, onde prestou depoimento à comissão. O empresário, que estava preso em Cuiabá, foi solto após prestar depoimento à Polícia Federal e se comprometer a colaborar com as investigações em troca do benefício da delação premiada.

Requerimentos

Às vésperas de entregar o relatório parcial, a CPI tem reunião agendada para amanhã para discutir detalhes do documento e decidir o futuro das investigações ao votar pelo menos 50 requerimentos.

Entre os requerimentos estão as convocações dos ex-ministros da Saúde Saraiva Felipe, Humberto Costa e José Serra, que supostamente teriam participado do esquema.

Do total de parlamentares envolvidos no esquema, 21 devem ter a quebra de sigilo pedida pelo relator da CPI.

De acordo com o senador, o grupo de 90 parlamentares investigados pela CPI vai ser separado em três categorias no relatório: 21 que receberam dinheiro em espécie, seis citados pelo Ministério Público, mas sem evidência de participação no esquema, e 63 contra os quais há provas concretas de participação na fraude das ambulâncias.

Segundo Lando, o relatório parcial terá três partes: a primeira será uma descrição do esquema, a segunda parte fará uma análise dos tipos de crimes cometidos e de cada caso separadamente e a terceira parte serão as sugestões das medidas corretivas para evitar que o esquema se repita. Ele afirmou que cada parlamentar envolvido terá um processo separado.

Com Agências Brasil e Senado

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