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15/08/2006 - 13h54

PV encaminha representações contra sanguessugas direto ao Conselho de Ética

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ANDREZA MATAIS
da Folha Online, em Brasília

O PV encaminhou hoje ao Conselho de Ética da Câmara representações contra os 69 deputados acusados pela CPI dos Sanguessugas de envolvimento com a máfia das ambulâncias. O partido pede a cassação do mandato dos parlamentares.
Com a iniciativa, os processos não serão mais analisados pela Corregedoria da Câmara.

Além de garantir mais agilidade na conclusão dos processos, a medida também encurtou o prazo para que os deputados renunciem aos mandatos para evitar o julgamento político. Até o final da semana, a Mesa deverá numerar os processos e remetê-los de volta para o Conselho de Ética. A partir de então, a renúncia não tem mais o efeito de estancar os processos.

Seguindo esse cronograma, os deputados denunciados terão até o final da semana para decidir se irão enfrentar ou não os processos.

"Nós queremos ganhar tempo. Já eliminamos a etapa da Corregedoria. Agora vou ao governo pedir que retire as medidas provisórias da pauta para que possamos votar e emenda que acaba com o voto secreto", disse o deputado Fernando Gabeira (PV-RJ).

Conselho de Ética

Para ajudar a agilizar os processos dos sanguessugas, o Conselho de Ética aprovou hoje requerimento do deputado Nelson Trad (PMDB-MT) que permite os membros do colegiado relatarem mais que uma investigação. Até então, os conselheiros só podiam relatar um processo. Como são 69 os deputados envolvidos em irregularidades e apenas 28 deputados podem assumir relatorias, se a regra anterior prevalecesse os julgamentos se arrastariam por muito tempo.

"Alguns deputados responderão por quatro ou cinco processos. Com isso, acho que até o final do ano vamos concluir um bom número de processos. Espero que o plenário continue nosso trabalho", disse o presidente do Conselho de Ética, deputado Ricardo Izar (PTB-SP).

Izar disse que quando receber da Mesa da Câmara as representações do PV, gastará dez dias para notificar todos os envolvidos. O prazo para a defesa também será de dez dias úteis. Essa regra também foi alterada. O prazo era de cinco sessões do plenário. Com dificuldades de reunir quórum num ano eleitoral, os deputados acabavam beneficiados.

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