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16/08/2006 - 12h59

Procurador vai pedir abertura de novos inquéritos contra sanguessugas

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, vai apresentar até o início da semana que vem novos pedidos de abertura de inquérito contra parlamentares investigados pela CPI dos Sanguessugas. No início dos trabalhos da comissão, o STF (Supremo Tribunal Federal) abriu inquéritos contra 57 parlamentares envolvidos nas fraudes.

Como a CPI recomendou a abertura de processos de cassação contra 72 parlamentares, a expectativa do procurador-geral da República é aumentar o número de inquéritos no STF contra deputados e senadores envolvidos na máfia das ambulâncias.

"Com a documentação da CPI em mãos, a equipe da Procuradoria vai analisar o envolvimento de todos os parlamentares na máfia das ambulâncias. Delimitamos as investigações em 90 parlamentares. Se surgirem novos nomes, serão notificados", disse o presidente da CPI, deputado Antonio Carlos Biscaia (PT-RJ).

Segundo a Procuradoria, os deputados que renunciarem aos mandatos mas tiverem respondendo na Justiça às acusações, perderão imediatamente o foro privilegiado e os processos retornarão à primeira instância. Se depois da renúncia os parlamentares forem reeleitos nas eleições de outubro, os processos vão retornar ao Supremo Tribunal Federal.

Irregularidades em prefeituras

Antonio Fernando de Souza afirmou hoje, durante encontro com o presidente da CPI, já ter elementos que apontam a participação de vários prefeitos na máfia das ambulâncias. Biscaia foi hoje à sede da Procuradoria-Geral da República para entregar o relatório parcial aprovado pela comissão na semana passada.

O procurador não revelou a Biscaia quantas nem quais prefeituras estão envolvidas nas fraudes. Apenas adiantou que, em pelo menos três Estados, já há investigações em andamento pelas procuradorias regionais: São Paulo, Minas Gerais e Mato Grosso.

Durante o encontro, o procurador disse ao deputado que vai se reunir nos próximos dias com procuradores estaduais da República para discutir o envolvimento das prefeituras na compra superfaturada de ambulâncias. "A preocupação é o grande número de prefeituras envolvidas. Como o Ministério Público e a Controladoria Geral da União consideram esse número elevado, a CPI vai ter que entrar nessas investigações", disse Biscaia.

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