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13/09/2006 - 11h57

Câmara adia notificação de seis deputados por edital

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A Câmara dos Deputados vai notificar somente nesta quinta-feira, por meio de edital, os seis deputados acusados de envolvimento na máfia das ambulâncias que ainda não foram encontrados para serem informados sobre a abertura dos processos de cassação no Conselho de Ética. Inicialmente, a notificação --que será publicada no Diário Oficial da Câmara, no Diário Oficial da União e em um jornal de circulação nacional-- seria feita nesta quarta-feira.

Como não houve tempo para a publicação simultânea nos três veículos, os deputados Edna Macedo (PTB-SP), Elaine Costa (PTB-RJ), João Batista (PP-SP), Marcos Abramo (PP-SP), Professor Irapuan Teixeira (PP-SP) e Ricardo Rique (PL-PB) serão notificados via edital. O deputado Enivaldo Ribeiro (PP-PB), que estava entre os que não foram encontrados, conseguiu receber a notificação nesta quarta-feira por meio de assessores.

O presidente do Conselho de Ética da Câmara, deputado Ricardo Izar (PTB-SP), disse à Folha Online que houve uma corrida nesta quarta-feira de vários parlamentares para evitar o desgaste público de notificação via edital. Até a última terça-feira, 14 deputados não tinham recebido as notificações.

"Muitos deputados viram que os nomes seriam divulgados pela imprensa e correram para ser notificados pessoalmente. Mas essa estratégia é desnecessária, já que todos terão o mesmo prazo de cinco sessões plenárias para apresentarem defesa ao Conselho", afirmou.

Na prática, os deputados só vão apresentar defesa ao Conselho de Ética depois das eleições --já que a Câmara só volta a realizar sessões plenárias dia 2 de outubro, quando termina o recesso branco pré-eleitoral.

Ricardo Izar disse que marcou sessões do Conselho de Ética para os dias 3 e 4 de outubro para que os relatores dos 67 processos de cassação apresentem um cronograma de trabalhos.

O presidente vai dividir o Conselho em subcomissões para permitir que todos sejam concluídos até dezembro.

Os 67 deputados são acusados de apresentar emendas ao orçamento que permitiram a compra superfaturada de ambulâncias.

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