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13/09/2006 - 13h13

Diretor do Senado nega que tenha recebido informações privilegiadas da PF

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O diretor-geral do Senado, Agaciel Maia, rebateu hoje as acusações de que teria recebido informações privilegiadas da Polícia Federal sobre diligência realizada nas dependências do Senado Federal na Operação Mão-de-Obra. O Ministério Público acusou a PF nesta terça-feira de ter informado previamente o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), sobre a busca e apreensão de computadores e documentos realizada na Casa Legislativa. Com a informação sobre a diligência, há a suspeita de que dados podem ter sido apagados de computadores do Senado.

Agaciel Maia disse à Folha Online que Calheiros foi informado à 1h sobre a diligência, que teria início às 6h, ou seja, com cinco horas de diferença. O diretor-geral do Senado afirmou que recebeu um telefonema do presidente da Casa lhe pedindo para acompanhar os policiais já que era necessário um funcionário participar da operação. Maia rebateu a informação de que Calheiros teria sido avisado um dia antes sobre a operação.

"O presidente Renan nunca foi informado com 24 horas de antecedência. Ele determinou que eu encaminhasse tudo o que a Polícia pedisse e até enviou processos que não estavam nas salas vistoriadas na diligência", afirmou.

Denúncia

Segundo o Ministério Público, Agaciel Maia era um dos investigados na Operação Mão-de-Obra, o que reforça as suspeitas sobre possíveis desvios na diligência. O diretor do Senado, no entanto, disse que prestou esclarecimentos à PF apenas como testemunha e jamais foi investigado na operação.

"Não fui denunciado, não havia nada contra mim. Fui surpreendido com isso tudo. Era praxe nas investigações um funcionário acompanhar as diligências. Nunca fui investigado, nunca fui denunciado por nada", desabafou.

Agacial Maia disse que não teria motivos para apagar informações de computadores nem muito menos ocultar dados. "Ninguém apaga informações de computadores. Mesmo se eu tivesse feito, a Polícia teria recuperado. Não há nenhum fundamento nisso. Além do mais, que provas eu poderia esconder?", questionou.

O diretor do Senado evitou comentar os motivos que teriam levado o Ministério Público a questionar a conduta da diligência realizada na Casa Legislativa. Agaciel Maia disse que o advogado-geral do Senado, Antonio Cascais, vai estudar as medidas jurídicas a serem tomadas para esclarecer o episódio.

A Operação Mão-de-Obra foi realizada pela Polícia Federal para investigar funcionários públicos e empresários que fraudavam licitações para favorecer empresas de prestação de serviço de limpeza e informática.

Especial
  • Leia o que já foi publicado sobre a Operação Mão-de-Obra
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