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18/09/2006 - 13h52

Mercadante se diz "enojado" com dossiê e diz que culpados têm que aparecer

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FELIPE NEVES
da Folha Online

O candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, disse nesta segunda-feira que está "enojado" com o episódio da suposta compra de um dossiê contra o ex-ministro José Serra. Segundo ele, seria "inaceitável" comprar algum documento de forma ilícita para ser usado na campanha eleitoral.

"Quero dizer que o meu sentimento com relação a esse dossiê é de quem está enojado, da mesma forma que eu estava com o estômago embrulhado com todas as denúncias referentes à Operação Sanguessuga", afirmou ele após fazer campanha na zona leste de são Paulo. "Os fins não justificam os meios em política, nunca."

A PF prendeu em São Paulo na sexta-feira passada Valdebran Padilha da Silva, filiado ao PT do Mato Grosso, e Gedimar Pereira Passos. Junto com eles, a PF apreendeu cerca de R$ 1,7 milhão. O dinheiro, suspeita a PF, seria usado na compra de um dossiê que vincularia Serra com a máfia das ambulâncias.

Para assessores tucanos, o dinheiro seria usado para pagar por reportagens contra Serra, pois afirmam que as fotos do dossiê não valem R$ 1,7 milhão pois são antigas e já foram divulgadas. As fotos mostram Serra em solenidades de entrega de ambulâncias.

Para a PF, Gedimar disse que o dinheiro veio do PT e seu contado no partido seria alguém chamado "Freud". Hoje, o assessor especial da Presidência, Freud Godoy, pediu demissão do cargo, confirmou que se encontrou com Gedimar, mas negou que tenham conversado sobre compra de dossiês. Segundo Freud, Gedimar seria contratado para cuidar da segurança do comitê do PT em Brasília.

Mercadante disse que os responsáveis devem se apresentar. "Quero ainda dizer que se tiver alguém de fato do PT nesse episódio, participando de um coisa tão irresponsável, que tenha pelo menos a coragem de vir a público e assumir o que fez."

Para o petista, Lula não poderia ter nenhuma relação com esse episódio porque "está com a eleição ganha". "Como é que ele iria permitir uma atitude como essa, que ele nunca teve ao longo da vida, nem quando estava perdendo a eleição?"

Mercadante disse ainda que sua candidatura não ganharia nada com esse dossiê. "Se eu perder a eleição, a minha vida política continua. Tenho um mandato de quatro anos [como senador]. Posso ser ministro, pode ter possibilidade do presidente me convidar e posso ser líder do governo [no Senado]."

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